Perito explica atuação do Instituto de Criminalística na Operação contra a pornografia infantil
Presença do IC foi fundamental para garantir prisões em flagrante e coleta de provas digitais durante a ação que investigou alvos em Maceió e Rio Largo
A atuação dos peritos criminais do Instituto de Criminalística (IC) de Maceió foi fundamental para o avanço da Operação Conexão Segura, deflagrada contra crimes de armazenamento e compartilhamento de pornografia infantil. Nesta quinta-feira (21), os especialistas da Seção de Crimes de Informática da Polícia Científica detalharam o trabalho realizado nos alvos de busca e apreensão.
Coordenada pela Delegacia de Combate aos Crimes contra Criança e Adolescente (DCCCA), a operação foi resultado de seis meses de investigação e teve como alvo seis endereços em Maceió e Rio Largo. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, dois homens, de 25 e 29 anos, foram presos em flagrante, após os peritos criminais identificarem a posse de material pornográfico infantil.

Segundo o chefe da Seção de Crimes de Informática do IC, perito criminal Flaudízio Barbosa, a operação mobilizou três equipes do Instituto de Criminalística para atender a cinco alvos distribuídos em diferentes bairros da capital. A presença das equipes foi determinante para a constatação dos flagrantes e para a correta preservação e coleta dos vestígios digitais, garantindo a materialidade dos crimes.
"A atuação pericial no local do crime é de extrema importância para o sucesso de operações dessa natureza. É o perito que possui o conhecimento técnico para identificar, preservar e coletar adequadamente os vestígios em dispositivos eletrônicos, o que é fundamental para a comprovação do flagrante e para a robustez da futura ação penal", destacou Barbosa, explicando que, após constatado in loco, o material é lacrado e entregue a autoridade policial.
Além do chefe do setor de informática, participaram da operação os peritos criminais Renata Azevedo, Cynthia Márcia, José de Farias e Renato Deininger, o chefe de perícias internas Ivan Excalibur e os policiais científicos André Lira e Thiago Abreu. O grupo foi dividido estrategicamente em três equipes para cobrir as áreas designadas pela Polícia Civil.

A equipe que atuou nos bairros do Benedito Bentes e Cidade Universitária, onde foram constatados dois flagrantes, identificou que os indivíduos armazenavam mídias de cunho pornográfico infantil em seus aparelhos. Esses dois smartphones foram apreendidos e entregues à autoridade policial, que prendeu os suspeitos.
No bairro de Mangabeiras, a equipe recolheu sete dispositivos e no Trapiche da Barra, outros dois smartphones foram apreendidos. A terceira equipe esteve no bairro do Clima Bom, onde um smartphone foi recolhido e também encaminhado para a delegacia especializada.
Flaudizio Barbosa explicou que a equipe já entregou os relatórios da operação, mas caso haja necessidade a PC pode solicitar novos exames em todos esses equipamentos e dispositivos eletrônicos. Ele destacou que a análise técnica dos peritos nos locais de operação ou em laboratório, é essencial para a produção de provas que subsidiem as investigações e responsabilizem os envolvidos.
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