Política

Deputado Fabio Costa diz que governo ignorou alertas sobre fraude no INSS desde 2023

Defensoria confirmou que autoridades foram avisadas e demoraram quase um ano para agir, afirma deputado

Por 7Segundos com Assessoria 29/08/2025 06h06
Deputado Fabio Costa diz que governo ignorou alertas sobre fraude no INSS desde 2023
Deputado federal delegado Fabio Costa - Foto: Assessoria

O Deputado Federal Delegado Fabio Costa destacou, na CPMI do INSS, o depoimento de Patrícia Bettin Chaves, defensora pública da União. Ela confirmou que os alertas sobre descontos irregulares em benefícios foram enviados ao governo desde 2023, mas ignorados. Para o parlamentar, a revelação comprova a omissão das autoridades diante de uma fraude bilionária que atingiu aposentados e pessoas com deficiência.

Fabio Costa afirmou que não há mais espaço para desculpas. “A própria Defensoria confirmou que os alertas sobre os descontos suspeitos no INSS foram feitos desde 2023, documentados e encaminhados ao governo. Ou seja: as autoridades estavam cientes há mais de dois anos da fraude massiva que assaltava aposentados e pessoas com deficiência. Mesmo assim, o governo demorou mais de um ano para agir”, disse.

No depoimento, a defensora também expôs que o INSS sofreu um vazamento de dados em larga escala, resultado de falhas graves de segurança e governança. O episódio deixou milhões de beneficiários vulneráveis a golpes e descontos não autorizados, transformando a Previdência em alvo fácil para organizações criminosas.

Para Fabio Costa, a constatação é grave: em vez de garantir proteção a quem depende do benefício para sobreviver, o governo deixou a população à mercê do crime. O deputado disse que a situação expõe não apenas desorganização administrativa, mas o desprezo com a vida de milhões de brasileiros.

“Defensoria Pública não deixou dúvidas: sim, o vazamento massivo de dados do INSS é uma falha grave de segurança e governança, que deixa aposentados e pessoas com deficiência expostos. O governo demorou a tomar ações e essas foram ineficazes. Na CPMI, vamos cobrar cada responsável”, concluiu o parlamentar.