Advogado de defesa de Albino pede desculpas a familiares e cita julgamento de Bolsonaro durante sessão do júri
Logo no início de sua fala, Geoberto pediu desculpas à família e à vítima por estar defendendo Albino: “Se não fosse eu, seria um defensor"
O quarto julgamento de Albino Santos de Lima, conhecido como o “serial killer de Maceió”, teve continuidade nesta quinta-feira (4), no Fórum de Maceió. Albino é acusado de tentativa de homicídio contra Alan Vitor dos Santos, à época com 21 anos. Durante os debates, o advogado de defesa, Geoberto Bernardo de Lima, adotou uma postura que chamou atenção.
Logo no início de sua fala, Geoberto pediu desculpas à família e à vítima por estar defendendo Albino. “Se não fosse eu, seria um defensor. Peço que a família não me queira mal”, afirmou.
Ele agradeceu ao juiz pela condução do julgamento e fez uma comparação com o processo que envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o advogado, o julgamento de hoje deveria servir de exemplo ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes. Nesse momento, foi advertido pelo juiz para que retornasse ao foco do caso.
Na sequência, Geoberto utilizou histórias e passagens bíblicas para argumentar que todos têm um lado positivo. Ele contou a história de um funeral em que uma senhora cega dizia sentir falta do assobio de um homem que a fazia dormir, apesar de ele ser alcoólatra e usuário de drogas. Em outro momento, mencionou a passagem bíblica em que o perdão deve ser concedido “setenta vezes sete”.
O advogado questionou pontos da acusação, alegando ausência de provas contra seu cliente. “Não existe exame balístico, não há motivo torpe e não cabe a qualificadora de impossibilidade de defesa da vítima. Meu pedido é de absolvição pela absoluta falta de provas”, disse.
Ainda em sua argumentação, citou outra história, desta vez sobre um menino que dividia seu lanche na escola, reforçando a ideia de que todos têm um aspecto bom. Encerrando sua fala, voltou a defender a tese de absolvição.
Após a manifestação da defesa, o Ministério Público iniciou a réplica.
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