Cibele Moura propõe criação de atendimento específico para jovens usuários de vape em Alagoas
A proposta prevê que o atendimento seja realizado no âmbito dos Núcleos de Apoio ao Fumante já existentes no estado
A deputada estadual Cibele Moura apresentou, na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), uma Indicação solicitando ao governador do Estado e ao secretário de Estado da Saúde a criação de um eixo específico de atendimento para adolescentes e jovens usuários de dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes. A proposta prevê que o atendimento seja realizado no âmbito dos Núcleos de Apoio ao Fumante já existentes no estado.
De acordo com a parlamentar, o objetivo é adaptar a política pública de combate ao tabagismo para enfrentar o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre o público jovem.
Segundo a justificativa apresentada, o consumo de vapes tem aumentado de forma acelerada entre adolescentes e jovens em todo o país, impulsionado pela falsa percepção de que esses dispositivos seriam menos prejudiciais à saúde, além da presença de sabores artificiais e da facilidade de acesso no mercado informal.
“O uso desses dispositivos tem impactos diretos na saúde respiratória, cardiovascular e neurológica, especialmente em cérebros ainda em desenvolvimento. Precisamos agir de forma preventiva e direcionada para esse público”, destacou Cibele Moura.
Alagoas conta atualmente com 71 Núcleos de Apoio ao Fumante distribuídos em diferentes regiões do estado. Esses espaços oferecem acompanhamento multiprofissional, grupos terapêuticos e apoio clínico para pessoas que desejam parar de fumar.
A proposta da deputada busca aproveitar essa estrutura já existente para criar um fluxo de atendimento específico voltado aos jovens usuários de vape, com linguagem adequada, orientação preventiva e estratégias de abordagem adaptadas a essa faixa etária.
“Os núcleos já são uma política pública consolidada e capilarizada em Alagoas. A criação de um eixo voltado para adolescentes e jovens permitirá ampliar o alcance desse trabalho e prevenir que o uso ocasional evolua para dependência de nicotina”, afirmou.
Para a parlamentar, a medida tem baixo custo, pode ser implementada rapidamente e tem potencial de gerar impacto significativo na prevenção de problemas de saúde relacionados ao consumo desses dispositivos.
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