“Ser trans, por si só, não implica em prejuízo educacional”, afirma Caio Bebeto criticando criação de cota trans na UFAL
O vereador afirmou que a decisão da UFAL distorce o verdadeiro papel da universidade pública
Durante a sessão ordinária desta terça-feira (4), na Câmara Municipal de Maceió, o vereador Caio Bebeto (PL) comentou a decisão do Conselho Superior Universitário da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) de instituir cotas para pessoas trans nos cursos de graduação a partir do próximo SISU.
O parlamentar iniciou seu discurso ressaltando que seu posicionamento é direcionado à política pública adotada pela universidade, e não às pessoas transexuais ou transgêneras ressaltando que “cada pessoa pode ser o que quiser”.
“Em primeiro lugar, eu não acho que as pessoas trans são menores do que os héteros, ou que são menores que as pessoas gays, bissexuais, negras ou brancas. Eu acredito que todas as pessoas são iguais perante a lei”, reforçou.
O vereador defendeu que pessoas trans devem ter seus direitos assegurados e livre acesso a espaços públicos, mas se posicionou contra a criação de vagas específicas em universidades e concursos públicos.
Para o parlamentar, a medida não tem caráter democrático nem republicano e pode gerar questionamentos sobre os critérios de comprovação da identidade de gênero.
“O que o estudante vai precisar mostrar para a banca avaliadora para provar que realmente é uma pessoa trans? E esses critérios serão suficientes para impedir que outras pessoas burlem o sistema de cotas?”, questionou.
Caio Bebeto também criticou o que considera uma influência ideológica da esquerda nas instituições públicas. “Essas coisas acontecem porque a esquerda ocupou todos os setores administrativos do Estado e, ao invés de estimular os jovens à meritocracia e à busca pela excelência nos estudos, ensinam que o Estado tem que lhe dar uma vaga na universidade apenas pelo fato de ser trans. Isso não condiz com a realidade e não é o que a maioria da população alagoana deseja”, afirmou.
Por fim, o vereador afirmou que a decisão da UFAL distorce o verdadeiro papel da universidade pública cujo “real objetivo é a produção de conhecimento científico, e não é lugar de politicagens”.
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