Criança autista agredida por terapeuta passou a ter pesadelos e problemas na escola; desenhos revelam trauma
Segundo apuração do portal 7Segundos, a criança teria voltado a fazer xixi na roupa, passou a ter pesadelos e a perguntar se veria a agressora novamente na clínica
O menino autista, de apenas sete anos, que foi agredido por uma terapeuta ocupacional durante sessão em uma clínica de Maceió, apresentou graves prejuízos após a situação traumática que viveu no último dia 17 de setembro. Segundo apuração do portal 7Segundos, a criança teria voltado a fazer xixi na roupa, passou a ter pesadelos e a perguntar se veria a agressora novamente na clínica.
Diante do quadro preocupante da criança, foi necessário uma mudança do plano terapêutico na clínica onde o menino faz tratamento. Em uma das abordagens, a psicóloga da clínica aplicou uma dinâmica em que a criança agredida teria que revelar, em uma papel, o que o deixa feliz e o que o deixa triste. Em resposta, no espaço em que teria que dizer o que o deixaria triste, o menino escreveu: “medo / triste” e escreveu o nome da responsável pelos puxões de cabelo. Além disso, ele ainda desenhou duas carinhas tristes, uma delas chorando.

O 7Segundos apurou, ainda, que a vítima teve regressões significativas também na escola. Antes das agressões sofridas, o menino fazia desenhos alegres, coloridos, e com formas nítidas. Entretanto, após o episódio traumático, ele passou a fazer desenhos com rabiscos fortes e sem definição de formas, o que pode representar um sentimento de angústia e medo. Ele também passou a recusar fazer as tarefas escolares.

Após quase dois meses do ocorrido, somente agora a criança começa a dar sinais de melhora no quadro traumático. Vale lembrar que situações como essa podem provocar danos irreversíveis nos avanços de uma criança com Transtorno do Espectro Autista (TEA), além de trazer traumas que também podem acompanhar a vítima por toda a vida.
O Portal 7Segundos entrou em contato com o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Primeira Região (Crefito) para saber qual o posicionamento do órgão com relação à denúncia de agressão sofrida pela criança, porém, até o momento da publicação desta matéria não obtivemos retorno.
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