Recomendação impede o armazenamento de ácido sulfúrico em porto de Maceió
Documento expedido pela DPU e pelos ministérios públicos estadual e federal alertava para riscos ao meio ambiente, à população, ao turismo e à pesca
O Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR) acatou recomendação conjunta feita pela Defensoria Pública da União (DPU), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público de Alagoas (MPAL) que pediu anulação ou revogação de dispositivo que qualifica o terminal MAC10 – localizado no Porto de Jaraguá, em Maceió – para movimentação e armazenagem de granéis líquidos, principalmente ácido sulfúrico.
Em 2020, a multinacional francesa Timac obteve licença para construção de um terminal de armazenagem de granel líquido durante leilão realizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O projeto tinha como objetivo a instalação de uma unidade de recebimento e estocagem de ácido sulfúrico, para atender a fábrica de fertilizantes da Timac, em Santa Luzia do Norte (AL). O terminal onde o produto ficaria armazenado seria construído em uma área de quase oito mil metros quadrados no porto, localizado entre as principais praias urbanas da cidade.
O ácido sulfúrico é altamente reativo e pode gerar substâncias tóxicas e inflamáveis em contato com outras substâncias. Pode gerar, por exemplo, gás sulfídrico, que é tóxico, quando em contato com esgotos, rios e lagoas; e gás hidrogênio, que é inflamável, quando diluído com água em reação com metais.
Após pressão da sociedade civil, a autorização ambiental para o armazenamento do ácido sulfúrico no local foi revogada. Após isso, a DPU e as outras instituições entraram com a recomendação conjunta em maio de 2024. Os órgãos pediram a adequação do projeto do Terminal MAC10 ou a anulação/revogação do arrendamento. O documento alertava para riscos ao meio ambiente, à população, ao potencial turístico e à pesca.
Os órgãos defenderam que não houve a devida avaliação de impactos ambientais antes da publicação do decreto que autorizou a qualificação do terminal, uma vez que o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) realizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) não avaliou os riscos do empreendimento.
Depois da recomendação, a Antaq reconheceu a possibilidade de transferência de titularidade do contrato de arrendamento da empresa Timac para a Tecal Terminal de Combustíveis de Alagoas. O processo foi enviado à Secretaria de Portos para análise da transferência, o que foi autorizado. Atualmente, o processo está na consultoria jurídica do MPOR.
O requerimento apresentado pelas empresas Timac e Tecal propõe a exclusão da referência específica à carga “ácido sulfúrico” do contrato, mantendo o perfil de carga como granel líquido.
Últimas notícias
Morre o jornalista Conrado Corsalette, aos 47 anos, em SP
Relator da dosimetria protocola novo projeto de anistia no Senado
Comissão de Orçamento discute apreciação da Lei Orçamentária Anual de Maceió
Carro capota entre Junqueiro e Teotônio Vilela e mobiliza Bombeiros e Samu
Polícia divulga imagens de suspeitos de tentativa de homicídio no Tabuleiro
Natal Premiado movimenta R$ 30 milhões no comércio alagoano; confira os ganhadores
Vídeos e noticias mais lidas
Policial Militar é preso após invadir motel e executar enfermeiro em Arapiraca
Cobranças abusivas de ambulantes em praias de AL geram denúncias e revolta da população
Alagoas registrou aumento no número de homicídios, aponta Governo Federal
Saiba o que a esposa do PM suspeito de matar enfermeiro disse em depoimento à polícia
