Ministro da Educação se manifesta sobre pedido de cancelamento do Enem
Camilo Santana chamou episódio de antecipação de questões de “caso de polícia” e acionou a PF para investigar
O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou nesta sexta-feira (21) que a edição de 2025 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não será anulada, apesar da polêmica envolvendo a divulgação antecipada de questões em uma live no YouTube. Em vídeo publicado no Instagram, ele buscou tranquilizar candidatos e familiares.
“O Enem não será cancelado. Quero tranquilizar cada um de vocês”, afirmou o ministro.
Santana classificou o episódio como “um caso de polícia”. A live, feita por um universitário, exibiu ao menos cinco questões quase idênticas às que caíram na prova oficial. Três delas foram anuladas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que acionou a Polícia Federal para apurar o caso.
Segundo o ministro, a decisão de anular os itens foi “técnica, preventiva e baseada na isonomia”, para garantir que nenhum candidato fosse prejudicado.
Ele reforçou que, mesmo com as anulações, a nota final dos candidatos não será impactada devido ao modelo de correção utilizado no exame, a Teoria de Resposta ao Item (TRI).
Segurança reforçada e gabaritos já divulgados
Camilo Santana destacou que a edição de 2025 teve o maior aparato de segurança já implementado. “Pela primeira vez, tivemos detectores de metal em todas as salas, mais de 120 mil.”
O Enem mobilizou 585 mil pessoas na aplicação e recebeu quase 5 milhões de inscritos. Os dois gabaritos oficiais já foram divulgados e o resultado final segue previsto para janeiro de 2026.
As três questões anuladas deixarão de ser consideradas na pontuação. Elas representam somente três itens entre os 180 aplicados.
Suspensão após live com questões semelhantes
A anulação foi motivada pela live de Edcley Teixeira, estudante que vende consultoria para vestibulandos. Ele mostrou questões idênticas, inclusive com os mesmos números, a algumas usadas pelo Inep. Ele afirmou ter “adivinhado” os itens com base em padrões da prova e em questões de outros exames, como o Prêmio Capes Talento Universitário.
O Inep repudiou a prática e acionou a PF para investigar a possível quebra de sigilo.
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