José Antonio Kast é eleito presidente e Chile terá governo mais à direita desde a era Pinochet
O advogado ultraconservador superou sua adversária de esquerda Jeannette Jara
O candidato de extrema-direita José Antonio Kast foi eleito neste domingo 14 como novo presidente do Chile. Com cerca de 80% das urnas apuradas, Kast aparece na frente de Jeannette Jara, sua adversária de esquerda, com 58,61% dos votos, de acordo com o Serviço Eleitoral (Servel).
O novo presidente tomará posse em março . Esta será a primeira vez que o País será governado por alguém da extrema-direita desde o fim da ditadura do general Augusto Pinochet (1973-1990), há 35 anos.
Jara já reconheceu a derrota e afirmou ter ligado para o presidente eleito. “A democracia falou alto e claro. Acabei de falar com o presidente eleito José Antonio Kast para desejar-lhe sucesso para o bem do Chile”, disse ela pelo X.
Kast, de 59 anos, é casado e pai de nove filhos. É o mais novo de 10 filhos de um casal de alemães que emigrou para o Chile, onde seu pai fundou um próspero negócio de embutidos.
Ele defendeu a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) e se opõe ao aborto, mesmo em casos de estupro, à pílula do dia seguinte, ao divórcio e ao casamento homoafetivo. De temperamento calmo, afirma ser um democrata e evita os exageros de outros líderes líderes da extrema direita com quem é comparado, como Jair Bolsonaro ou o argentino Javier Milei.
O agora presidente eleito propõe uma luta implacável contra o crime por meio da deportação dos 330.000 migrantes irregulares que vivem no País, aos quais culpa pelo aumento da criminalidade.
Ele reconheceu possuir um revólver de cinco tiros e quer aumentar o poder de fogo da polícia.
Investigações jornalísticas revelaram em 2021 que seu pai, nascido na Alemanha, foi membro do partido nazista de Adolf Hitler. Mas Kast afirmou que ele foi foi recrutado à força pelo Exército alemão durante a Segunda Guerra Mundial e negou que seu pai fosse partidário do movimento nazista.
O ultradireitista foi deputado por 16 anos. Em 2016, deixou o União Democrata Independente (UDI), no qual militou por décadas, por considerar que o partido havia abandonado os princípios conservadores que o inspiravam.
Em 2019, fundou o Partido Republicano, que lidera com uma mistura de “simpatia pessoal” e um “controle rígido”, explica à AFP Javiera González, coautora do livro “Kast, el mesías de la derecha chilena” (‘Kast, o messias da direita chilena’, em tradução livre).
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