MPAL assina contrato com Fundação Carlos Chagas para realização de concurso para servidores
O documento foi assinado pelo procurador-geral de Justiça (PGJ) em exercício, Walber Valente de Lima
O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) deu mais um passo importante para a realização de um novo concurso público para servidores. Nesta segunda-feira (15), foi assinado o contrato com a Fundação Carlos Chagas (FCC), instituição que ficará responsável pela organização e execução do certame. O edital do concurso será publicado até o final do mês de janeiro de 2026.
O documento foi assinado pelo procurador-geral de Justiça (PGJ) em exercício, Walber Valente de Lima, e pelo diretor-geral da Fundação, Evandro Tansini, formalizando a parceria que viabilizará o início das etapas técnicas e operacionais do concurso.
Durante a assinatura, o PGJ em exercício destacou a responsabilidade envolvida na condução de um concurso público, especialmente diante do grande número de candidatos que tradicionalmente participam desse tipo de seleção. Segundo ele, o principal compromisso da instituição é assegurar um processo transparente, íntegro e confiável. “Vivemos uma verdadeira empreitada, porque o concurso público envolve um volume muito grande de interessados. São pessoas que têm sonhos, desejos e necessidades, e o concurso precisa oferecer oportunidades a esse universo amplo. Tudo tem que ser feito com transparência e honestidade, de modo que todos se sintam seguros. Não foi uma escolha aleatória. Houve estudo, análise e, sobretudo, confiança no know-how da FCC. É nesse trabalho que estamos confiando”, afirmou Walber Valente de Lima.
O PGJ também ressaltou que a credibilidade do concurso é um valor inegociável para o MPAL. “Só vamos descansar quando o certame for reconhecido como correto, justo e tecnicamente impecável. Esse é um compromisso institucional com a sociedade”, completou ele.
Representando a Fundação Carlos Chagas, o diretor-geral, Evandro Tansini, destacou a trajetória e a experiência da FCC na organização de concursos públicos em todo o país. Com 61 anos de atuação, a instituição coleciona mais de 1 milhão de pessoas que disputaram concursos anteriores. “Essa responsabilidade que estamos assumindo é fruto de uma história construída ao longo de mais de seis décadas, com inúmeras provas aplicadas, análise de recursos e busca permanente pela transparência. Nosso objetivo é promover uma certificação pública que selecione os candidatos de forma isonômica e justa. Agradecemos a confiança e a parceria. Agora começa efetivamente o nosso trabalho”, afirmou.
Ele ressaltou ainda que a fundação vem investindo continuamente em modernização e no uso de novas tecnologias para reforçar a segurança dos concursos. “Estamos aprimorando nossos processos, especialmente no enfrentamento a tentativas de fraude, sempre buscando estar um passo à frente. Ao longo de nossa trajetória, nunca realizamos um concurso cuja prova tenha sido anulada ou questionada, e vamos continuar nos empenhando para manter esse padrão”, concluiu.
Edital previsto para janeiro
Com a assinatura do contrato, o MPAL dá início à fase preparatória do concurso, que contempla a definição de cronograma, elaboração do edital e demais providências técnicas necessárias para a realização do certame. A previsão é que o edital seja publicado no mês de janeiro próximo.
A contratação da Fundação Carlos Chagas ocorreu por meio de dispensa de licitação, com fundamento no art. 75, inciso XV, da Lei nº 14.133/2021, que autoriza a contratação de instituição brasileira sem fins lucrativos, com inquestionável reputação ética e profissional, cuja finalidade estatutária seja apoiar, captar e executar atividades de ensino, pesquisa, desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e estímulo à inovação. A comissão organizadora do concurso é composta pelo procurador de Justiça Walber Valente de Lima – que a preside, inclusive, pela procuradora de Justiça Sandra Malta, pelos promotores de Justiça Humberto Bulhões e Ivaldo Silva, e e pelas servidoras Rejane Carvalho e Salete Brasil.
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