Maceió

[Vídeo] Moradora do Pinheiro relata novos tremores e esvaziamento de fossa em residência

O primeiro sinistro ocorreu na noite do dia 25 de dezembro

Por 7Segundos 06/01/2026 15h03 - Atualizado em 06/01/2026 15h03
[Vídeo] Moradora do Pinheiro relata novos tremores e esvaziamento de fossa em residência
Moradora relata ter ouvido estrondo e sentido tremor em residência no Pinheiro - Foto: Reprodução/Vídeo

Moradores do bairro do Pinheiro, em Maceió — uma das áreas marcadas pelo histórico de instabilidade do solo, em decorrência da extração de sal-gema da Braskem — voltaram a viver momentos de apreensão após um novo episódio registrado em uma residência da região. A moradora Liliane Araújo relatou, em entrevista ao 7Segundos, ter ouvido um forte estrondo dentro de casa e sentido tremores na estrutura do imóvel.

O primeiro sinistro ocorreu na noite do dia 25 de dezembro. Segundo Liliane, o barulho foi intenso, semelhante a uma explosão, o que a levou a acionar imediatamente a Defesa Civil de Maceió. Técnicos estiveram no local e, de acordo com a moradora, informaram que não havia, naquele momento, indícios visíveis de comprometimento estrutural.

No entanto, na manhã do dia seguinte, um novo fato agravou ainda mais a situação. A fossa da residência, que estava cheia, esvaziou completamente de forma repentina, sem qualquer intervenção.

A Defesa Civil retornou ao imóvel e, conforme relato da moradora, orientou o isolamento da área e recomendou a contratação de uma empresa especializada em geologia para avaliar as condições do solo. Liliane afirma, porém, que não possui condições financeiras para arcar com os custos do serviço.

“Disseram que não têm equipamento para analisar o solo e que eu teria que contratar uma empresa particular. Mas eu não tenho condições. Uma fossa com cerca de dez metros ser sugada de um dia para o outro não é algo simples. Isso mostra que o solo está comprometido”, relatou.

Diante da falta de solução, Liliane também procurou a Braskem, mas recebeu a informação de que o imóvel não está incluído no mapa de áreas monitoradas pela empresa e que, portanto, a responsabilidade seria da Defesa Civil. Na prática, segundo ela, ocorre um impasse entre os órgãos, enquanto o problema permanece sem solução.

A insegurança aumentou ainda mais na noite da última quinta-feira (5), quando a moradora afirma ter sentido um novo tremor na residência, acompanhado de outro estrondo semelhante aos anteriores. 

“Eu só quero dormir em paz e ter sossego na minha vida. Faz muito tempo que perdi o meu sossego”, desabafa a moradora.

Até o fechamento desta matéria, a Defesa Civil de Maceió não se manifestou oficialmente sobre o caso.

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