Com mais de 1,7 mil atendimentos, Programa AVC Dá Sinais consolida rede de assistência em Alagoas
A maior incidência dos casos permanece entre pessoas acima de 50 anos
O Programa AVC Dá Sinais se consolidou, ao longo de 2025, como uma das importantes estratégias do Governo de Alagoas no enfrentamento ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma das principais causas de morte e incapacidade no Brasil. Foram registrados 1.771 casos, sendo 1.285 suspeitas de AVC confirmadas, atendidas em hospitais de referência da rede estadual.
No último ano, o programa possibilitou 149 trombólises e nove trombectomias, procedimentos de alta complexidade que ampliam as chances de recuperação dos pacientes acometidos por AVC isquêmico.
Segundo o coordenador do Programa AVC Dá Sinais, Matheus Pires, os resultados refletem o fortalecimento da rede e a capacitação contínua das equipes.

“O AVC Dá Sinais é um trabalho integrado que envolve regulação, hospitais de referência e profissionais capacitados. Cada minuto conta e os indicadores mostram que Alagoas avançou muito na resposta rápida ao AVC, garantindo mais sobrevida e menos sequelas para os pacientes”, destacou.
Por trás dos números, estão histórias que mostram como o atendimento ágil transforma realidades. Uma delas é a de Severina Soares, atendida no Hospital Metropolitano de Alagoas (HMA). Após apresentar sinais clássicos de AVC, ela chegou rapidamente à unidade, foi diagnosticada e tratada dentro da janela terapêutica. A resposta rápida fez toda a diferença para sua recuperação, permitindo que retomasse a rotina com autonomia e qualidade de vida.

Outro exemplo é o de Josefa Maria de França, paciente atendida no Hospital Geral do Estado (HGE). Graças ao protocolo do AVC Dá Sinais, Josefa recebeu assistência especializada desde os primeiros sintomas, com diagnóstico preciso e tratamento adequado, reduzindo significativamente as sequelas e garantindo uma recuperação mais segura.
Rede estruturada e atendimento regionalizado
O Programa AVC Dá Sinais atua de forma integrada nos principais hospitais de referência do estado, como HGE, HMA, Regional do Norte (HRN), Regional da Mata (HRM), Regional do Alto Sertão (HRAS) e o de Emergência do Agreste (HEA), assegurando atendimento regionalizado e equânime à população alagoana.
A maior incidência dos casos permanece entre pessoas acima de 50 anos, reforçando a importância da prevenção, do reconhecimento precoce dos sintomas e da busca imediata por atendimento médico.
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