Ex-esposa entra no foco da investigação sobre morte de supervisor de base do CRB
Advogado afirmou que a família acredita na participação da ex-companheira no homicídio e que há informações relevantes que ainda não constam no inquérito
A investigação sobre a morte de Johanisson Carlos Lima Costa, o Joba, supervisor das categorias de base do CRB assassinado em janeiro no bairro Santa Lúcia, em Maceió, teve um novo desdobramento nesta segunda-feira (2). O advogado da família da vítima protocolou um pedido formal de indiciamento da ex-esposa de Joba, Letícia, e solicitou a realização de novas diligências para aprofundar a apuração do crime, que segue em segredo de justiça.
Em entrevista à TV Ponta Verde, o advogado afirmou que a família acredita na participação da ex-companheira no homicídio e que há informações relevantes que ainda não constam no inquérito. “Há pontos soltos que precisam ser elucidados”, disse. Segundo ele, o requerimento apresentado à polícia pede não apenas o indiciamento de Letícia, mas também medidas como a quebra de sigilos telefônico, telemático e bancário.
“Acabo de protocolar um requerimento sugerindo não só o indiciamento da ex-esposa dele, pelos elementos que apresentamos, como também diligências complementares, dentre elas, a quebra de sigilo telefônico, telemático, o bancário, pra que a gente possa, de fato, elucidar esse crime e fazer com que todos os responsáveis, todos eles, sejam responsabilizados criminalmente”, declarou o advogado.
Entre os novos elementos levados à investigação, a defesa da família cita empréstimos bancários realizados por Letícia, informações que, segundo o advogado, ainda não haviam sido anexadas ao inquérito policial. “Pela cronologia, pelas circunstâncias, a gente acredita que houve, também, a participação da ex-esposa, infelizmente”, afirmou.
Ainda de acordo com a defesa, oitivas com familiares de Joba estão sendo realizadas ao longo desta segunda-feira. Letícia já prestou depoimento anteriormente, mas deve ser novamente intimada para esclarecer os novos desdobramentos apresentados pela família da vítima.
Joba foi morto a tiros na manhã do dia 23 de janeiro, quando saía de casa para trabalhar. A polícia aponta como mandante do crime um homem identificado como Ruan, que está preso preventivamente. Segundo a investigação, ele teria encomendado a execução por R$ 10 mil, e três dos envolvidos morreram em confronto com a polícia. Agora, com o novo pedido protocolado, a família busca ampliar o alcance da apuração para que todos os possíveis responsáveis sejam responsabilizados.
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