Polícia

PF registra 11 casos de transporte clandestino de 'mounjoaro' no aeroporto Zumbi dos Palmares

Apreensões foram feitas entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026

Por 7Segundos 04/02/2026 11h11 - Atualizado em 04/02/2026 11h11
PF registra 11 casos de transporte clandestino de 'mounjoaro' no aeroporto Zumbi dos Palmares
Polícia Federal registra 11 ocorrências de transporte clandestino de medicamentos emagrecedores sem registro da Anvisa - Foto: Assessoria/Polícia Federal

A Polícia Federal registrou 11 ocorrências policiais no Posto de Migração e Policiamento Aeroportuário do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Alagoas, entre os meses de dezembro de 2025 e janeiro de 2026. As intervenções tiveram como objetivo garantir a segurança das operações aeroportuárias e a preservação da ordem pública.

Entre os casos atendidos, chamou a atenção o aumento expressivo de tentativas de ingresso irregular no território nacional de medicamentos emagrecedores sem registro ou autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Durante as fiscalizações, foram apreendidas diversas unidades de fármacos de origem estrangeira introduzidos de forma clandestina, em desacordo com a legislação sanitária e aduaneira em vigor.

De acordo com a Polícia Federal, as condutas apuradas se enquadram, em tese, nos crimes de contrabando e descaminho, previstos nos artigos 334-A e 334 do Código Penal, além de possíveis infrações à legislação sanitária. Também foram registradas ocorrências relacionadas ao crime de desacato a funcionário público no exercício da função.

Em todos os episódios, a PF adotou as medidas legais cabíveis, com a lavratura de autos de prisão em flagrante e/ou a instauração de inquéritos policiais, visando a completa apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.

As ações reforçam o papel da Polícia Federal no controle migratório e na proteção da saúde pública, ao retirar de circulação medicamentos comercializados e transportados de forma irregular, muitas vezes adquiridos sem prescrição médica e sem registro sanitário. Segundo o órgão, esses produtos representam riscos significativos à saúde, podendo causar graves efeitos colaterais e reações adversas.