Alfredo Gaspar entrega relatório da CPMI do INSS ao STF com 216 indiciados
Deputado também reforça investigações da Polícia Federal, que deve aprofundar o caso e ampliar a responsabilização dos envolvidos
O deputado federal Alfredo Gaspar e o senador Carlos Viana, relator e presidente da CPMI do INSS, acompanhados por parlamentares da oposição, entregaram nesta quarta-feira (15) o relatório final da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF). O documento foi encaminhado aos ministros André Mendonça e Luiz Fux e reúne as conclusões das investigações realizadas ao longo dos trabalhos da comissão.
Segundo Alfredo Gaspar, a entrega direta aos ministros teve caráter estratégico para garantir o encaminhamento das apurações. “Optamos por levar o relatório ao STF, ao ministro André Mendonça, relator da investigação, e ao ministro Luiz Fux, que acompanharam a necessidade de prorrogação da CPMI. Ficou definido que as provas serão anexadas à investigação conduzida pela Polícia Federal, o que deve aprofundar o caso e ampliar a responsabilização dos envolvidos”, afirmou.
O parlamentar ressaltou que o documento possui base técnica e foco na responsabilização. “Apresentamos um relatório robusto, com 216 indiciados, fundamentado em dados da própria CPMI, do Tribunal de Contas da União, da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal. Não houve blindagem. O objetivo é responsabilizar todos os envolvidos, independentemente de cargo ou influência”, destacou.
Gaspar também criticou o que classificou como tentativa de enfraquecimento das investigações por meio de um relatório paralelo. “Enquanto nosso relatório aponta 216 indiciados, o outro apresenta um número significativamente menor. A diferença está no compromisso com a verdade e com as provas. Nosso trabalho não poupou ninguém e alcançou inclusive pessoas próximas ao poder”, declarou. “É hora de o Brasil conhecer a verdade e cobrar justiça. Não podemos conviver com a impunidade. Aposentados e pensionistas foram vítimas de um esquema grave, e isso exige responsabilização. Tenho convicção de que, após a CPMI, essas pessoas estão mais protegidas”.
O deputado alagoano ainda destacou a expectativa de novos desdobramentos a partir do material entregue. “Com a continuidade das investigações e eventuais colaborações, será possível esclarecer ainda mais os fatos. Quando isso acontecer, ficará evidente quem trabalhou pela punição dos responsáveis”, concluiu.
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