Política

CPMI do INSS: deputado Alfredo Gaspar pede prisão de Lulinha

Filho do presidente é acusado de participação em organização criminosa e recebimento de valores indevidos

Por Maurício Silva 27/03/2026 14h02
CPMI do INSS: deputado Alfredo Gaspar pede prisão de Lulinha
Alfredo Gaspar é o relator da CPMI do INSS - Foto: Assessoria

O deputado federal alagoano Alfredo Gaspar (PL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), pediu a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT). O relatório foi entregue nesta sexta-feira (27) em Brasília.

O pedido consta no relatório final da comissão, que viu "risco de fuga", segundo o relatório, após o empresário sair do Brasil durante operação da Polícia Federal. O documento pede o indiciamento de 216 investigados pelas fraudes. O relatório, que tem mais de 4.000 páginas, está sendo lido na CPMI e deve ser votado em seguida.

O documento feito pelo parlamentar alagoano aponta uma relação próxima entre Lulinha e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, tido como líder do esquema criminoso.

O relatório solicita que a Advocacia do Senado represente à Justiça pela decretação da prisão preventiva, sob argumento de "indícios concretos de evasão" que comprometeriam a aplicação da lei penal.

O texto afirma que Lulinha integrou a organização criminosa investigada e foi beneficiário de vantagens indevidas no contexto das fraudes em descontos de aposentadorias e pensões.

Em nota à imprensa, a defesa de Fábio Luís afirma ter recebido com ‘indignação’ a notícia. “A recomendação de indiciamento só revela o caráter eleitoral da atuação do relator e vulgariza a nobre função de fiscalizar, delegada de forma atípica pela Constituição Federal ao Parlamento brasileiro”, frisou o advogado Marco Aurélio de Carvalho.

Acusações de corrupção


Gaspar escreve sobre Lulinha que, “valendo-se de seu prestígio familiar e de sua capacidade de trânsito em instâncias governamentais, teria atuado como facilitador de acesso e possível sócio oculto do lobista em empreendimentos cuja viabilidade dependia de decisões administrativas no âmbito do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária”.