Justiça

Mais de 2,2 mil solicitações e bilhões em movimentações financeiras analisadas marcam atuação do Ministério Público

Dados são referentes ao ano de 2025

Por 7segundos, com assessoria 18/06/2026 10h10
Mais de 2,2 mil solicitações e bilhões em movimentações financeiras analisadas marcam atuação do Ministério Público
O relatório anual foi entregue ao procurador-geral de Justiça, Lean Araújo - Foto: Assessoria

O relatório anual de produtividade do Núcleo de Gestão da Informação e Segurança Institucional (NGI/SI), referente ao ano de 2025, foi entregue ao procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, pelos integrantes do núcleo, sob a coordenação do promotor de Justiça José Carlos Castro. A apresentação ocorreu na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Maceió, e reuniu membros da Administração Superior e da equipe de inteligência institucional do Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL). De acordo com o órgão, foram mais de 2,2 mil e bilhões em movimentações financeiras analisadas.

O documento demonstra o fortalecimento das atividades desenvolvidas pelo NGI/SI ao longo do último ano, com crescimento expressivo das demandas recebidas e ampliação do suporte técnico prestado aos órgãos de execução do Ministério Público. Somente em 2025, foram instaurados mais de 2,2 mil Protocolos Unificados (PU), referentes a solicitações encaminhadas por Promotorias de Justiça e unidades parceiras, envolvendo temas como combate à corrupção, crime organizado, lavagem de dinheiro, atos ilícitos contra a administração pública, dentre outras apurações desenvolvidas pelo MPAL.

Por meio de suas assessorias especializadas, como inteligência e análise, operações, inteligência prisional, contrainteligência, laboratório de combate à lavagem de dinheiro e seção telemática, o NGI/SI atua de forma técnica e coordenada no enfrentamento de crimes complexos.

Entre os resultados apresentados, a Assessoria de Inteligência e Análise produziu mais de dois mil relatórios técnicos, fornecendo subsídios essenciais para investigações e procedimentos ministeriais. Já a Seção Telemática realizou dezenas de extrações de dispositivos móveis e gerou diversos terabytes de dados digitais, além de operacionalizar pedidos de informações telemáticas e acompanhar terminais interceptados em investigações avançadas.

O relatório também destacou as ações desenvolvidas pela Assessoria de Contrainteligência, que promoveu visitas técnicas a Promotorias do interior do Estado para identificar vulnerabilidades e propor melhorias nas estruturas de segurança. Outro avanço foi a elaboração do projeto de criação da Guarda de Segurança Institucional do Ministério Público de Alagoas, atualmente em análise pela Administração Superior.

Na área de inteligência financeira, o Laboratório de Tecnologia de Combate à Lavagem de Dinheiro (Lab-LD) registrou atuação relevante ao analisar movimentações financeiras que ultrapassaram a casa dos bilhões de reais, em procedimentos relacionados a investigações de lavagem de dinheiro, corrupção, crime organizado e outros crimes econômicos, além da gestão do sistema SIMBA e análises de relatórios do COAF.

Durante a reunião, o procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, ressaltou a relevância estratégica do núcleo para o fortalecimento da atuação ministerial: “O NGI/SI se consolidou como um braço estratégico do Ministério Público de Alagoas. A atuação em inteligência, análise de dados e segurança institucional tem impacto direto na qualidade das investigações e na proteção dos nossos membros e servidores. Este relatório demonstra não apenas produtividade, mas responsabilidade na gestão de informações sensíveis e compromisso com a sociedade alagoana”, afirmou ele.

O coordenador do NGI/SI, promotor de Justiça José Carlos Castro, destacou que a apresentação do relatório representa um importante instrumento de prestação de contas e aperfeiçoamento institucional. “Nosso esforço é alinhar a atuação do NGI/SI às diretrizes nacionais de inteligência e segurança institucional, mantendo transparência para a Administração Superior, sem descuidar do sigilo que a atividade exige. Apresentar este relatório é também reafirmar que cada dado tratado, cada relatório produzido e cada medida de segurança adotada têm por objetivo fortalecer a atuação do Ministério Público e dar respaldo técnico às promotorias de Justiça”, declarou.

Além de José Carlos Castro, integram o NGI/SI o promotor de Justiça Hamilton Carneiro, que é o subcoordenador, e os policiais militares José Carlos Marinho Fausto e Emerson Lourenço Dantas.

Novas metas para o próximo biênio

O relatório também apontou avanços nas metas previstas no Planejamento Estratégico 2025-2027, incluindo a implantação de um sistema digital próprio para gestão de demandas de inteligência, o fortalecimento de parcerias com outros Ministérios Públicos e órgãos de segurança pública, a aquisição de novos softwares e equipamentos, além de ações voltadas à conscientização em segurança tecnológica, comportamental e patrimonial para membros e servidores.

Ao final do encontro, foram discutidas as metas para 2026, com foco na ampliação da capacitação técnica da equipe, no fortalecimento da inteligência financeira e na consolidação de novos mecanismos de segurança institucional.

O que é o NGI/SI

Criado para fortalecer a atuação institucional do Ministério Público de Alagoas, o Núcleo de Gestão da Informação e Segurança Institucional (NGI/SI) atua nas áreas de inteligência, análise de dados, segurança institucional e apoio técnico às investigações conduzidas pelos órgãos de execução do MPAL, conforme a Resolução CPJ nº 35/2024.

De acordo com seu Planejamento Estratégico, a missão do núcleo é coletar, analisar e disseminar informações estratégicas e investigativas, assessorando a Procuradoria-Geral de Justiça e contribuindo para o combate à corrupção, à criminalidade e aos crimes contra a administração pública.

O NGI/SI também é responsável por atividades de inteligência financeira, produção de relatórios técnicos, tratamento de evidências digitais, contrainteligência e proteção institucional, além de desenvolver projetos voltados à modernização e ao fortalecimento da segurança do Ministério Público.