Saúde

[Vídeo] Alimentos "fitness": vale a pena consumir ou é só propaganda?

Barrinhas proteicas, biscoitos integrais, snacks e refrigerantes zero podem esconder excesso de sódio, gorduras e aditivos, apesar da aparência saudável

Por Giulianna Albuquerque com Danielle Ferro 03/07/2026 14h02
[Vídeo] Alimentos 'fitness': vale a pena consumir ou é só propaganda?
Alimentos em prateleira de supermecado - Foto: Reprodução/Vídeo

Barrinhas proteicas, refrigerantes zero, biscoitos integrais, chips de vegetais e diversos outros produtos rotulados como "fit" têm conquistado cada vez mais espaço nas prateleiras dos supermercados e na rotina de quem busca uma alimentação mais saudável. No entanto, especialistas alertam que a embalagem nem sempre reflete a qualidade nutricional do alimento.

Segundo a nutricionista Juliana Mendonça, o principal cuidado deve ser com a leitura do rótulo. Isso porque termos como "fitness", "fit", "light" e até mesmo "zero" podem induzir o consumidor a acreditar que o produto é saudável, quando, na prática, isso nem sempre é verdade.

"O termo 'fitness' não é regulamentado. Qualquer indústria pode colocar essa informação na embalagem. O importante é olhar os ingredientes, verificar se há o mínimo possível de aditivos e observar se os primeiros ingredientes não incluem açúcar, xaropes ou gorduras de baixa qualidade", explicou.

Embora muitos desses produtos apresentem redução de açúcar ou maior quantidade de proteína, eles podem conter altos níveis de sódio, gorduras e aditivos químicos. Por isso, a recomendação é analisar atentamente a tabela nutricional e a lista de ingredientes antes da compra.

A especialista destaca que, para quem deseja manter uma alimentação equilibrada ou emagrecer, não basta confiar nas promessas da embalagem.

"O ideal é observar a quantidade de açúcar, gorduras, calorias e proteínas. O maior erro é não ler o rótulo e acreditar apenas no que está escrito na frente da embalagem", afirmou.

Ela também reforça que alimentos in natura ou minimamente processados continuam sendo a melhor opção para uma dieta saudável.

"Sempre digo para desembalar menos e consumir alimentos mais frescos. Castanhas, frutas secas, oleaginosas e algumas barrinhas de proteína podem ser boas opções, mas é preciso avaliar a composição de cada produto. Pessoas com intolerância ao glúten ou à lactose também devem conferir essas informações no rótulo", orientou.

A nutricionista ressalta que existem alternativas saudáveis disponíveis no mercado, desde que o consumidor saiba interpretar as informações nutricionais.

Antes de colocar qualquer produto no carrinho, a recomendação é ir além das expressões "fit", "light" ou "zero". Em muitos casos, uma alimentação baseada em comida de verdade, com frutas, verduras, legumes e outros alimentos frescos, continua sendo a escolha mais segura para a saúde.

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