Sem uma perna, homem vira Papai Noel e dá exemplo de inclusão
Após ter a perna amputada por conta de um acidente, Wellington do Vale Diniz admite que chegou a tentar o suicídio.
O Natal de 2018 ficará marcado para Wellington do Vale Diniz, que ganhou de presente uma nova razão para comemorar a data. O ajudante de serviços gerais virou Papai Noel de um centro de reabilitação física de Marília (SP) onde também é um dos pacientes.
Em março de 2017, Wellington sofreu um acidente de moto. Após bater a motocicleta em uma caçamba, ele precisou amputar a perna direita na altura do joelho.
Ele admite que o acidente “praticamente acabou” com a sua vida e chegou a tentar o suicídio. Meses depois da amputação, ele iniciou a reabilitação em janeiro e, agora, no fim do ano, recebeu um convite que mudou sua vida.
Wellington foi chamado para ser o Papai Noel do hospital e entregar os presentes aos pacientes que, assim como ele, estão em processo de reabilitação.
Nesta semana, sua chegada à unidade da Rede Lucy Montoro, onde ele faz tratamento, foi marcada pelo clima de festa e de emoção. Os pacientes, acostumados à rotina de reabilitação, viveram um dia completamente diferente dentro do hospital. A equipe médica festejou a iniciativa e destacou a importância deste tipo de ação no trabalho de reabilitação.
Com as crianças, a emoção foi especial para o ex-serviços gerais que agora garante ter encontrado na “profissão” de Papai Noel um novo sentido para sua vida. Entre elas, Wellington entregou presente para a garota Thalita Pereira de Arruda Pinho, de 7 anos, que é a mais nova paciente da unidade. Ela nasceu com um problema no pé e há um mês faz acompanhamento no local.
Já para José Gabriel Santos Cardoso, de 8 anos, a sensação ao ver Wellington chegando com os presentes foi especial: “Eu pensei que Deus estava entrando.”
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