Caminhoneiros divergem sobre protesto em defesa do governo
Parte das lideranças participa da convocação nas redes sociais e em grupos de Whatsapp, enquanto outros afirmam que a categoria não deve aderir
Lideranças de caminhoneiros que participaram da greve da categoria em maio do ano passado divergem sobre a participação na manifestação de domingo (26) em defesa do governo. Nesta terça-feira (21), o governo informou que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) decidiu não comparecer ao ato.
Há um ano, a paralisação de dez dias dos caminhoneiros por causa do aumento do diesel provocou desabastecimento em todo o país e reduziu 1,2 ponto porcentual do Produto Interno Bruto (PIB) de 2018. Parte das lideranças participa da convocação nas redes sociais e em grupos de Whatsapp, enquanto outros afirmam que a categoria não deve participar.
Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, a entidade não vai participar porque tem como foco principal negociar com o governo uma nova política de definição de preços para o diesel, já que os seguidos aumentos aplicados pelo Petrobrás, além dos valores cobrados, são apontados como a principal ameaça à categoria.
Lopes afirma que o cenário ainda é “confuso” e entende que a manifestação, da forma que está sendo chamada, pode não ajudar. “Esse negócio de dizer que vai fazer em prol do presidente, chega na hora ‘h’ vira tudo”, afirma Fonseca. Segundo ele, a entidade representa 452 mil caminhoneiros autônomos.
Outros representantes da categoria, porém, defendem a participação na manifestação. Wanderley Alves, o Dedéco, que foi candidato a deputado federal pelo Podemos, afirmou nesta terça-feira que vai comparecer ao ato em Curitiba para mostrar apoio ao presidente. “A mensagem que a Câmara passa é que só vai dar andamento aos projetos se o governo negociar ministério, negociar cargo. Não aceitamos isso”, afirma. Ele argumenta que o fato de projetos do Executivo não terem andamento mais rápido no Congresso prejudica a economia do país e, consequentemente, afeta os caminhoneiros. “Não tem carga porque a economia do país está parada”, diz.
Outro representante de caminhoneiros, Ramiro Cruz, que também foi candidato à deputado federal pelo PSL, divulgou em sua página nas redes sociais que vai participar do ato. Ele critica a atuação dos poderes Legislativo e Judiciário e fala em “destituição”. “Estamos fartos de tanta podridão nos bastidores.”
Veja também
Últimas notícias
Loterias: Lotofácil sorteia R$ 9 milhões hoje (1º/6). Confira resultado
PL e União Progressistas anunciam aliança em Alagoas e fortalecem pré-candidaturas de Alfredo Gaspar e Arthur Lira ao Senado
Renan lança compromisso, mira Master e pede saída do BRB da folha dos servidores de Maceió
Prefeitura de Arapiraca convoca voluntários para São João 2026
Prefeito Luciano Barbosa assina, nesta terça (2), ordem de serviço para início das ampliação do CREAS e CRAS Itapoã
Rafael Brito cria Semana Nacional pelo Direito à Água Potável e Saneamento nas Escolas
Vídeos e noticias mais lidas
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
