STJ vai decidir quem irá julgar Aécio em caso da sede do Governo de MG
PF indiciou o político por corrupção nas obras da Cidade Administrativa
O STJ (Superior Tribunal de Justiça) marcou para esta quarta-feira (13) o julgamento que vai definir de quem é a competência para julgar o deputado federal Aécio Neves (PSDB) no inquérito referente a possíveis irregularidades na construção da Cidade Administrativa, sede do Governo de Minas Gerais.
A análise do conflito de competência chegou ao STJ após a Justiça mineira não ter definido se o caso é considerado um crime comum ou eleitoral.
Na última quinta-feira (7), o político e 11 representantes das empreiteiras responsáveis pela obra foram indiciados pela Polícia Federal em Belo Horizonte. O tucano foi indiciado pelos crimes de corrupção passiva e peculato. Conforme o R7 mostrou, a PF identificou repasse de propina de R$ 4,4 milhões para "Mineirinho", condinome de Neves.
Na sexta-feira, um dia depois do indiciamento, a defesa de Aécio entrou com um recurso no STJ na tentativa de suspender o inquérito. O objetivo do pedido é paralisar o inquérito até que o STJ decida sobre o conflito de competência.
Em parecer enviado ao Superior, o MPF (Ministério Público Federal) descartou a tese de crime eleitoral no caso da Cidade Administrativa e afirmou que existem elementos de crimes comuns. Sendo assim, o inquérito deve seguir na Vara de Inquéritos de BH e não na Justiça eleitoral.
"Desse modo, em que pesem as informações dos colaboradores de que a entrega da propina visava o custeio de despesas eleitorais, não há nos autos um único elemento de prova da prática de qualquer crime eleitoral", escreveu a procuradora da República, Maria Iraneide Olinda Santoro Facchini.
Para o processo ser oficialmente instaurado, é necessário oferecimento de denúncia pelo MP e, posteriormente, que à Justiça aceite a ação.
Outro lado
A defesa do deputado federal Aécio neves alegou que a "conclusão da autoridade policial é absurda e contraria as investigações da própria PF que, depois de mais de três anos de investigações, não encontrou nada que comprometesse a atuação" do político.
"A obra foi acompanhada por auditoria independente e seu edital apresentado ao TCE e ao Ministério Público que não apontaram qualquer irregularidade. Sequer os aditivos de preço autorizados por lei foram praticados à época. A defesa confia que a Justiça comprovará o absurdo da acusação", destacou os advogados em nota.
Veja também
Últimas notícias
Palmeira dos Índios é única cidade de Alagoas a receber Prêmio de Inclusão Socioeconômica em Brasília
Penedo sedia encontro nacional dos Conselhos Municipais de Educação
Famílias de São Sebastião são beneficiadas com títulos de propriedade de imóveis
PL de Renan Calheiros avança no Senado com linha de crédito especial para produtores rurais endividados
Polícia desmancha depósito e apreende mais de 18kg de drogas no bairro São Luiz em Arapiraca
João Vicente explica escolha de Tino Marcos para novo projeto do Porta
Vídeos e noticias mais lidas
Publicado edital para o concurso do Detran; veja cargos e salários
Jovem é expulso após ser flagrado se masturbando dentro de academia de Arapiraca
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Mototaxista é assassinado a tiros em São Luís do Quitunde
