Alcolumbre: Governo tem proposta para desonerar a folha até 2022
Presidente do Senado explicou hoje que as negociações abrangem um número além dos 17 setores
O governo federal vai apresentar uma nova proposta ao Congresso para desonerar a folha de pagamentos de mais setores da economia, além dos 17 que já possuem o benefício, até o final de 2022.
A informação foi dada nesta terça-feira (29) pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
"O líder Eduardo Gomes está conversando com todos os lderes porque parece que tem uma proposta de prorrogar por mais um ano a questão da desoneração. Então, eles querem meio que conciliar essa proposta de prorrogação por mais um ano, 2022. O líder Eduardo Gomes está construindo isso acho que com o aval da equipe econômica”, afirmou Alcolumbre.
De acordo com o presidente do Senado, a medida iria além dos 17 setores que já tem o benefício fiscal. “[Seria] Uma coisa mais ampla. Então, eles estão reunidos agora, o senador Eduardo Gomes falou que ia consultar todos os líderes até meio-, 13h, para a gente tentar falar novamente porque está convocada sessão para amanhã e eu estarei aí 10h da manhã”, explicou.
Questionado se a desoneração da folha de pagamento mais ampla estava condicionada à manutenção de vetos do presidente, Alcolumbre despistou. “Não sei. Não sei se será em troca da manutenção do veto ou se será um debate amplo dessas propostas", disse.
Renda Cidadã
Alcolumbre também foi indagado sobre o uso de dinheiro para pagamento de precatórios e uma fatia do Fundeb para o Renda Cidadã, novo programa social do governo que substituirá o Bolsa Família. Mas, mais uma vez, desconversou.
“Eu estava no meu retiro espiritual e religioso ontem e voltei hoje para a vida normal, então, eu vou me inteirar de todos os assuntos que foram debatidos. Eu vou entender o que é essa proposta. Eu tava rezando e pedindo perdão por todos nós”, disse em tom de brincadeira.
Sem acordo na CMO
O presidente do Senado explicou ainda que a formação da CMO (Comissão Mista de Orçamento) foi cancelada por falta de acordo entre os líderes. Segundo Alcolumbre, “a consultoria da Comissão de Orçamento tem um entendimento que houve uma discordância de alguns deputados".
"A gente sabe que a comissão de orçamento é uma comissão que, de fato, funciona sempre buscando o consenso, pelo menos da maioria, para a gente deliberar, até porque nesse ano, excepcionalmente a previsão da comissão de orçamento se dará em 60 dias", argumentou.
Alcolumbre explicou que, para "não haver conflito", houve o adiamento por uma semana da formação do grupo. "Na próxima semana, vamos instalar a comissão e, se não tiver esse entendimento, meu compromisso foi que nesses 7 dias eles busquem um entendimento, se não tiver um acordo para votar por unanimidade presidente, relator e também relator da LDO, a gente vai para o voto”, encerrou.
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