Mais de 80% dos pais e/ou responsáveis praticam automedicação em crianças
Os motivos alegados para a adoção da prática são diversos
Pesquisas desenvolvidas no Brasil mostram que a automedicação por parte de pais ou responsáveis é frequente, variando entre 17,7% a 80,5% a depender da faixa etária da criança e do período considerado. Os motivos alegados para a adoção da prática são diversos, indo desde a comodidade de adquirir medicamentos em drogarias até as dificuldades de acesso a atendimento médico.
Outro dado revelado é que os pais ou responsáveis são orientados por amigos, familiares ou balconistas de farmácia. Os principais medicamentos empregados na automedicação em crianças são os analgésicos/antipiréticos, como Dipirona e Paracetamol, antigripais, xaropes expectorantes, anti-inflamatórios não-hormonais e os antibióticos. Grande parte destes medicamentos estão classificados como MIP´s (Medicamentos Isentos de Prescrição Médicas).
A farmacêutica Sabrina Neves, membro do grupo de trabalho de ensino e pesquisa do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, explica que a intoxicação acidental acontece porque os medicamentos isentos de prescrição também apresentam riscos. “Ainda que os pais entendem que esse é um ato de cuidado com os filhos, quando falamos em medicamentos há muitos riscos envolvidos, afinal, muitos deles são utilizados de forma inadequada, como por exemplo, os antibióticos para tratar infecções de etiologia viral”, comentou.
Além disso, existem também problemas como erros na dosagem, posologia e tempo de utilização. Em populações mais vulneráveis, como é o caso de bebês e crianças, os efeitos da automedicação podem causar prejuízos mais frequentes e de maior intensidade. “Crianças estão mais susceptíveis a problemas de intoxicação, principalmente devido a erros de dose e ao consumo acidental, uma vez que esses medicamentos muitas vezes possuem sabores, aroma ou cores atrativos as crianças”, pontuou.
Os medicamentos mais comuns das intoxicações são aqueles administrados para o estômago, tosse ou resfriados, cremes antifúngicos e paracetamol. “A orientação é que os pais ou responsáveis procurem o farmacêutico, que é o profissional de saúde habilitado para prestar esta assistência sobre o uso de medicamentos em crianças, esclarecendo sobre os riscos e benefícios e orientando quanto ao uso seguro e racional de medicamentos”, garantiu.
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