Mourão evita conflito entre Salles e Maia: 'Não cabe a mim avaliar'
Vice-presidente disse que não pode avaliar polêmica e afirmou que está "mais para o lado pessoal"
O vice-presidente Hamilton Mourão se esquivou das polêmicas envolvendo o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia. "Não cabe a mim avaliar isso aí, cansei de falar", disse Mourão.
Para o vice-presidente, o conflito entre Salles e Maia deve ser resolvido pessoalmente e assegurou que o atrito não influencia na relação do governo com o Legislativo.
"Isso é uma questão que está mais para o lado pessoal e os dois têm que se acertar. O presidente da Câmara tem uma boa relação com o restante do governo. Na terça-feira à noite estava sentado junto da gente no workshop da Gripen sem problema nenhum", disse Mourão.
Mourão ainda minimizou a possibilidade da conta do ministro Ricardo Salles ter sido hackeada por terceiros. “Eu não sei qual a situação lá no ministério. Se a conta dele é acessada por alguns auxiliares dele, isso ai é um troço de pouca importância face os problemas que nós temos que resolver. Isso é uma questão pessoal”, ressaltou.
Coronavírus
A respeito da possibilidade de uma segunda onda do novo coronavírus atingir o Brasil, como já está acontecendo em países da Europa, Mourão afirmou que é necessária uma avaliação de risco, mas disse que é difícil julgar, pois "aqui a gente não saiu da primeira onda".
"A gente sabe que a situação lá no estado do Amazonas deu uma escalada. Então, vamos fazer uma reunião para fazer uma análise de risco. Aqui a gente não saiu da primeira onda, né. Essa é uma realidade nossa aqui. Não tivemos uma parada total, como aconteceu na Europa e agora na Europa já está frio de novo. E o frio favorece o aparecimento de doenças respiraratórias, que são uma porta de entrada para esse vírus", avaliou o vice-presidente.
Privatização de UBSs
Sobre o decreto que previa autorização de estudos para incluir as UBS (Unidades Básicas de Saúde) do SUS (Sistema Único de Saúde) em programa de privatizações, revogado na quarta-feira (28) pelo presidente Jair Bolsonaro, Mourão disse não estar inteirado sobre a situação.
"A única coisa que eu tomei conhecimento é que para fazer um estudo, vocês sabem, poderia ser concluído que a proposta era viável como também que era inviável. Então, eu acho que houve muito também por nada. A mochila que eu carrego da Amazônia não me permite ficar prestando atenção nisso aí", completou.
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