Preço do gás de cozinha pode passar para R$ 96,00 em Maragogi
Petrobras aumentou o valor em 5,9%
O preço do gás de cozinha pode passar a custar até R$ 96,00 no município de Maragogi, no Litoral de Alagoas. O motivo de mais uma alta é por conta que a Petrobras aumentou o valor em 5,9%, passando para R$ 3,40 o valor por quilograma, ficando R$ 0,19 por kg.
Atualmente, o preço do botijão de gás GLP custa em média R$ 85,00 na cidade litorânea, mas os donos de distribuidoras já preveem um aumento de até R$ 96,00 até o fim do mês de junho por conta da elevação do valor feita pela Petrobras na última segunda-feira (14).
Jaelson Alves da Silva, de 36 anos, é dono de um depósito de água e gás na cidade e já prevê um novo aumento, com reclamações dos consumidores. “O consumidor reclama muito porque aumenta todo mês, todo mês que vou entregar é um valor diferente. Eles ficam reclamando e dizendo que vão usar forno à lenha. Mas a verdade é que está aumentando muito o gás e quem leva a reclamação do consumidor é a gente. Creio que com esse aumento da Petrobras o valor para o consumidor suba para R$ 95,00 ou R$ 96,00”, informou.
Inácio de Souza Filho, de 50 anos, mora no conjunto Adélia Lira, e acha um absurdo mais um aumento no valor do gás de cozinha. “Não poderia acontecer isso porque é um aumento em cima de outro aumento. E a gente que paga aluguel, para nós fica muito difícil. O gás aumentando direto é um absurdo. Como é que a gente vai fazer daqui pra frente?” questionou.
A doméstica Delma Maria Ambrósio da Silva, de 35 anos, também mora no Adélia Lira, ela tem cinco filhos e prevê mais dificuldades com o aumento do gás. “Isso é uma injustiça. O preço está muito alto para a pessoa que só ganha um salário mínimo e para sustentar a família não tem como”, disse.
A Petrobras anunciou o reajuste na última sexta-feira (11). Esse é o quinto aumento apenas em 2021. No mês de janeiro, a variação foi de 6%; em fevereiro, de 5,1%; em março, houve um reajuste médio de R$ 0,15 por quilo; e em abril, de 5%. A empresa ainda ressaltou que os valores praticados nas refinarias são diferentes dos que são repassados ao consumidor final.
Com apuração de Isac Silva*
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