Menina de 4 anos é morta com tiro em frente de casa
A polícia investiga se a criança foi baleada devido a uma desavença antiga entre o seu pai e um vizinho
Uma menina de 4 anos de idade foi morta com um tiro no tórax na noite deste último domingo (11) no Jardim Ana Maria, em Santo André (ABC). A polícia investiga se a criança foi baleada devido a uma desavença antiga entre o seu pai, também atingido na ação, e um vizinho devido a uma vaga de garagem.
O suspeito de cometer o crime seria um conhecido da família. Ele está foragido. A reportagem não conseguiu falar com a defesa.
Segundo a polícia, além da menina Ester de Oliveira Sigoli, e seu pai, Jorge Willians de Oliveira Sigoli, 30, estavam no carro outras três crianças e a mãe da criança. Eles voltavam para casa por volta das 20h30 quando o carro em que estavam foi abordado por um homem, que, segundo as vítimas, seria um antigo vizinho.
Ao sair do veículo, o pai foi atingido no braço e na perna. Um outro disparo atingiu a menina. A mãe da garota entrou em luta corporal com o suspeito de efetuar os disparos e foi ferida na testa, possivelmente por uma coronhada, segundo disse a polícia.
Mesmo ferido, Jorge dirigiu oito quilômetros de sua casa até o Centro Hospitalar da cidade em busca de socorro. A menina chegou a ser atendida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Briga antiga Em entrevista à TV Globo, a delegada que investiga o caso, Nathalie Rodrigues, disse que já havia um histórico de brigas entre o pai da garota e o suspeito de ser autor dos disparos. "Inclusive, a vítima disse que já tinha sido ameaçada de morte pelo autor", informou a delegada à emissora.
Essa briga, segundo investigações preliminares, teria começado porque o pai da criança e o autor dos disparos se desentenderam em 2018 devido a uma vaga de garagem. O motivo seria a demora em liberar a vaga. Em uma dessas brigas, o autor dos disparos chegou a ser esfaqueado, e, desde então, passou a ameaçar a família.
À TV Band, Sigoli disse que o antigo vizinho havia ameaçado de morte a sua mulher. Ele contou que o homem atirou diversas vezes contra o carro em que ele estava, mesmo observando que havia crianças no veículo. "Ele atirou muitas vezes e eu só tive tempo de acelerar o carro, mas vi quando minha filha foi baleada e caiu do meu lado", disse o pai da menina à emissora.No hospital, Sigoli teve os projéteis retirados, foi medicado e liberado.
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