Bolsonaro defende reajuste do Auxílio Brasil para R$ 600
'É o governo entendendo o sofrimento dos mais humildes e, dessa forma, buscando atender a todos', afirmou o presidente
O presidente Jair Bolsonaro saiu em defesa, nesta sexta-feira (24), da possibilidade de aumentar o Auxílio Brasil dos atuais R$ 400 para R$ 600. A ideia é avaliada pela equipe econômica e discutida por parlamentares no Congresso Nacional.
"Vivemos momentos difíceis em nosso Brasil e no mundo. Uma inflação, um aumento de preços que atinge todo o globo. Mas isso a gente supera, como a imprensa está anunciando que o Auxílio Brasil vai passar de R$ 400 para R$ 600. É o governo entendendo o sofrimento dos mais humildes e, dessa forma, buscando atender a todos", disse Bolsonaro durante agenda em João Pessoa.
Depois de a inflação perder força e subir 0,59% no mês de maio, a prévia da inflação oficial de preços voltou a acelerar e saltou 0,69% em junho, de acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Com a variação, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) passou a acumular uma alta de 5,65% em 2022 e de 12,04% nos últimos 12 meses, patamar menor que o registrado em maio (+12,2%), mas ainda três vezes superior à meta estabelecida pelo governo para este ano.
Diante do cenário econômico, o governo estuda aumentar o valor do Auxílio Brasil para R$ 600. Atualmente, o benefício é de R$ 400, ofertado a 18 milhões de famílias em situação de vulnerabilidade econômica e social. Têm direito ao auxílio as famílias que estão no CadÚnico, desde que não haja informações divergentes em outras bases de dados.
Na tentativa de conter o impacto das altas nos preços dos combustíveis no país, o governo estudava conceder R$ 400 aos caminhoneiros, uma das bases eleitorais de Bolsonaro, que busca a reeleição neste ano e aparece em segundo lugar nas pesquisas. Diante das críticas à medida feitas pela categoria, surgiu a ideia de aumentar o valor para R$ 1.000.
Em outra frente, há também a possibilidade de tornar o vale-gás mensal e aumentá-lo. O benefício prevê a concessão de R$ 53 a cada dois meses a 5,7 milhões de brasileiros. O custo é calculado pela média do preço nacional do botijão de 13 kg. O governo pensa em pelo menos dobrar o subsídio e pagá-lo mensalmente. Os critérios para recebimento também podem ser mudados.
As medidas são analisadas por parlamentares no Congresso Nacional por meio de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição). A ideia é deixar de lado a proposta que prevê compensação a estados em troca de zerar a alíquota do ICMS sobre o diesel e investir o orçamento, de quase R$ 30 bilhões, para bancar os benefícios.
No entanto, a lei eleitoral proíbe a distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da administração pública em ano eleitoral. Segundo a legislação, tais auxílios só podem ser concedidos em situações de calamidade pública, de estado de emergência ou quando há programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício anterior, casos em que o Ministério Público pode promover o acompanhamento de sua execução financeira e administrativa.
Veja também
Últimas notícias
Entenda o expurgo promovido por Xi Jinping no comando da China
INSS fora do ar? Serviços digitais são suspensos temporariamente
Defesa de Tagliaferro contesta citação por edital feita por Moraes
Band Alagoas transmite ao vivo o Pinto da Madrugada e celebra 10 anos no Estado
Deputada Gabi Gonçalves celebra a força do empreendedorismo feminino alagoano
Cibele Moura reúne mães atípicas e presidente de instituto para discutir o Código de Defesa da Pessoa com Autismo
Vídeos e noticias mais lidas
Cobranças abusivas de ambulantes em praias de AL geram denúncias e revolta da população
Corpo encontrado no Bosque das Arapiracas apresentava sinais de violência
Após bebedeira, dois homens se desentendem e trocam tiros em Traipu
Luciano Barbosa irá assinar ordem de serviço para o início das obras na Avenida Pio XII
