Justiça mantém preso anestesista que estuprou paciente no Rio
Giovanni Quintella passou por audiência de custódia e será encaminhado para o presídio de Bangu 8
O médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, de 31 anos, flagrado em um vídeo estuprando uma mulher na sala de parto, teve sua prisão convertida de flagrante para preventiva nesta terça-feira (12/7).
O homem foi submetido a audiência de custódia nesta tarde na cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio. Agora ele será encaminhado para o presídio Pedrolino Werling de Oliveira, Bangu 8, no Complexo de Gericinó.
Com a prisão preventiva, Giovanni ficará preso por tempo indeterminado, com a sua situação sendo reavaliada caso o tempo de detenção ultrapasse 90 dias.
Na decisão, a juíza Rachel Assad ressaltou que nem a presença de outras pessoas na sala foi capaz de impedir o abuso.
“A gravidade da conduta é extremamente acentuada. Tamanha era a ousadia e intenção do custodiado de satisfazer a lascívia, que praticava a conduta dentro de hospital, com a presença de toda a equipe médica, em meio a um procedimento cirúrgico”, argumenta.
Giovanni Quintella é acusado de estupro de vulnerável e foi preso após ser flagrado em um vídeo abusando sexualmente de uma paciente sedada, em trabalho de parto, no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, Baixada Fluminense do Rio, no último domingo (10/12).
As imagens mostram o anestesista colocando o pênis na boca da vítima enquanto a cesárea é realizada pelo obstetra.
O registro foi feito pela equipe de enfermagem, que estava desconfiada dele há um mês, devido a comportamentos estranhos, como: tentar dificultar a visão da equipe com capote, sedação demasiada das mulheres e movimentação suspeita da cabeça das pacientes.
De acordo com Barbara Lomba, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de São João de Meriti, uma enfermeira trouxe novas informações em um dos depoimentos prestados nesta terça-feira (12/7): “Ela contou que viu o Giovanni com o pênis ereto no domingo. Além da vítima do vídeo, outras três mulheres já vieram até a delegacia e acreditam que possam ser vítimas do anestesista”, disse Lomba durante entrevista à Globonews.
Segundo a delegada, será feito um levantamento de todas as pacientes já atendidas por Giovanni desde quando ele passou a exercer a função de anestesista. Entre hospitais públicos e privados, o acusado já passou por cerca de 10 unidades de saúde.
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