Lula defende nova moeda comum para o comércio e diz que vai levar proposta ao G20
Presidente tem apoiado medida para reduzir dependência do dólar e quer debater tema com as maiores economias do mundo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, nesta sexta-feira (23), a criação de uma moeda comum para transações comerciais entre o Brasil e outros países. Além disso, ele prometeu discutir a ideia com os membros do G20, grupo formado pelas 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia, que vão se reunir em setembro na Índia.
“Tem gente que se assusta quando eu falo que é preciso criar novas moedas para a gente fazer comércio. Eu não sei por que Brasil e Argentina têm de fazer comércio em dólar. Por que a gente não pode fazer nas nossas moedas? Não sei por que Brasil e China não podem fazer nas nossas moedas. Por que eu tenho que comprar dólar?”, questionou o presidente.
“Essa é uma discussão que está na minha pauta e, se depender de mim, ela vai acontecer na reunião dos Brics, que será em setembro. E vai acontecer também na reunião do G20”, completou Lula. As declarações foram feitas durante a Cúpula do Novo Pacto de Financiamento Global, em Paris, na França.
Desde o início do ano, o presidente brasileiro tem defendido a criação de uma moeda comum. Segundo ele, a medida é uma forma de reduzir a dependência em relação ao dólar e também de amenizar os custos operacionais de transações que envolvem os países.
No mês passado, por exemplo, ele apresentou a proposta aos presidentes de todos os países da América do Sul em uma reunião em Brasília. Lula também falou sobre o assunto em visita à China, em abril, e defendeu a criação de uma moeda para operações entre os membros do Brics — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
O presidente argentino, Alberto Fernández, tem sido um dos principais entusiastas da ideia de Lula. Em janeiro deste ano, durante visita do brasileiro a Buenos Aires, os presidentes assinaram um artigo em que apoiavam a criação uma moeda comum sul-americana para transações tanto comerciais quanto financeiras.
"Pretendemos quebrar as barreiras em nossas trocas, simplificar e modernizar as regras e incentivar o uso de moedas locais. Também decidimos avançar nas discussões sobre uma moeda sul-americana comum, que possa ser usada para fluxos tanto financeiros quanto comerciais, reduzindo custos operacionais e nossa vulnerabilidade externa", escreveram os dois.
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