Novo ministério pode abrigar atual chefe de outra pasta para abrir espaço ao centrão
Presidente pode usar vaga de pasta a ser criada, que cuidará de pequenas e médias empresas, para remanejar um dos atuais ministros
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta terça-feira (29) que vai criar mais um ministério no governo dele para cuidar das pequenas e médias empresas, cooperativas e empreendedores individuais. Segundo fontes no governo, a pasta poderá ser chefiada por um dos atuais ministros para abrir espaço na Esplanada para acomodar o centrão.
Algumas das pastas que têm sido cobiçadas por essa ala política são a do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, a dos Portos e Aeroportos e a dos Esportes. Lula tem um apreço maior pela primeira, hoje comandada pelo ministro Wellington Dias, pois a considera "o coração do governo", em especial por tratar do Bolsa Família.
Os novos ministros de Lula estão definidos desde o início do mês. Os deputados Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) e André Fufuca (PP-MA) já foram escolhidos para integrar o corpo ministerial, mas a falta de consenso sobre quais pastas eles vão assumir tem atrasado a conclusão da reforma ministerial.
O centrão quer controlar ministérios que tenham os maiores orçamentos, mas Lula resiste à ideia por não querer trocar a atual composição da Esplanada. O ingresso dos partidos deve provocar uma dança das cadeiras no governo. Uma das ideias em estudo é entregar o Ministério de Portos e Aeroportos a Silvio Costa Filho e remanejar o atual ministro Márcio França para a nova pasta anunciada por Lula.
O maior problema, contudo, é em relação ao PP, que quer o ministério de Wellington Dias. O partido vem fazendo jogo duro para ficar com a pasta e recusando ministérios que não tenham a mesma relevância.
Para chegar a um meio-termo, Lula já cogitou criar uma nova estrutura para cuidar apenas de benefícios sociais, entre eles o Bolsa Família, e deixar a atual pasta com as atribuições de cuidar de projetos de segurança alimentar e nutricional e de assistência social. O centrão espera a conclusão das negociações até o fim desta semana.
Incentivo a empreendedores
Ao anunciar a criação do Ministério da Pequena e Média Empresa, das Cooperativas e dos Empreendedores Individuais, Lula deu sinais de que o governo deve lançar algum programa para estimular esse mercado.
"Tem gente que prefere trabalhar em casa, na rua, abrir uma salinha para produzir alguma coisa e vender. Nós precisamos entender que essa gente tem importância e precisamos dar condições de essas pessoas terem acesso a crédito para dar o pontapé inicial. Quando essa pessoa tiver ganhando dinheiro, ela vai pagar o crédito do empréstimo", comentou.
"Por isso, quero valorizar muito os empreendedores individuais, as cooperativas e a pequena e média empresa, porque ela gera 60% ou 70% do emprego desse país. E, quanto melhor estiver a pequena empresa, melhor está o salário e a vida do povo. É um ciclo que não tem muito milagre", acrescentou o presidente.
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