Militares presos por planejar morte de Lula e Alckmin atuavam na segurança do G20
Prisões aconteceram após cumprimento de mandados em três estados e no Distrito Federal
Quatro militares foram presos pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira (19), no Rio de Janeiro, suspeitos de planejarem a morte do presidente Lula e de seu vice, Geraldo Alckmin. Eles estavam trabalhando na segurança do G20, segundo apuração da RECORD Rio. Um quinto envolvido, um policial federal, foi detido em Brasília.
Os suspeitos presos são:
Mario Fernandes, General de Brigada. Está na reserva atualmente. Foi assessor do deputado federal Eduardo Pazuello. O plano Punhal Verde e Amarelo foi encontrado com Fernandes pela PF.
Hélio Ferreira Lima, Tenente-coronel.
Rafael Martins de Oliveira, Tentente-coronel.
Rodrigo Bezerra de Azevedo, Tentente-coronel.
Wladimir Matos Soares, da Polícia Federal, único preso em Brasília.
A PF deflagrou esta operação na manhã de hoje para desarticular uma organização criminosa autora de uma tentativa de golpe de Estado nas eleições de 2022 e de restrição ao Poder Judiciário. Os investigados são militares com formação em Forças Especiais, segundo a PF. Os mandados são cumpridos em três estados e no Distrito Federal.
Ao todo, são cinco mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão e 15 medidas cautelares, que incluem a proibição de manter contato com os demais investigados, a proibição de se ausentar do país, com entrega de passaportes em 24 horas, e a suspensão do exercício das funções públicas. Os mandados são cumpridos no Rio de Janeiro, Goiás, Amazonas e Distrito Federal.
De acordo com comunicado, as investigações da PF apontam que a organização “se utilizou de elevado nível de conhecimento técnico-militar para planejar, coordenar e executar ações ilícitas” nos meses de novembro e dezembro de 2022. Entre as ações, o órgão destaca a existência de um plano operacional, chamado de ‘Punhal Verde e Amarelo’, que seria executado no dia 15 de dezembro, “voltado ao homicídio dos candidatos à presidência e vice-presidência eleitos”. No caso, Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin.
A PF afirma que a prisão e execução de um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) estavam nos planos da organização, que vinha monitorando o magistrado. Em tese, os crimes cometidos são abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado e organização criminosa, segundo a corporação.
“O planejamento elaborado pelos investigados detalhava os recursos humanos e bélicos necessários para o desencadeamento das ações, com uso de técnicas operacionais militares avançadas, além de posterior instituição de um “Gabinete Institucional de Gestão de Crise”, a ser integrado pelos próprios investigados para o gerenciamento de conflitos institucionais originados em decorrência das ações”, diz a PF.
Veja também
Últimas notícias
Lula critica fim do imposto sindical e diz que movimento foi asfixiado
Polícia recupera calçados furtados de loja no Centro de Arapiraca
Faltam 20 dias para fechamento do cadastro eleitoral
Palmeira dos Índios se prepara para realizar tradicional Romaria de Frei Damião
Obra de Mirante do Jacintinho avança e chega a 75% de execução
Alagoas recebe mais de 40 mil doses da vacina contra covid-19
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Creche em Arapiraca homenageia Helena Tereza dos Santos, matriarca do Grupo Coringa
Ciclista morre após ser atingida por carro e ser atropelada por caminhão em Arapiraca
