Proibição de celulares melhora aprendizagem, segundo 70% dos professores, e reduz bullying
Estudo mostra que mais de 60% dos professores também relataram aumento da atenção e disciplina dos alunos durante as aulas
A proibição do uso de celulares por alunos durante o período escolar, em vigor desde janeiro de 2025 por lei federal, resultou em avanços percebidos no desempenho e no comportamento dos estudantes.
Segundo pesquisa realizada pelo Grupo Rabbit em outubro, ao menos 70% das escolas registraram melhora nos processos de aprendizagem e nas habilidades cognitivas após a adoção da medida.
O levantamento consultou líderes de instituições privadas e regulares — como docentes, diretores, coordenadores e supervisores — da Educação Infantil ao Ensino Médio.
Mais de 60% dos professores também relataram aumento da atenção dos alunos durante as aulas. O estudo aponta ainda que mais de 80% das escolas observaram maior socialização no ambiente escolar, com interações presenciais mais frequentes entre os estudantes.
Como reflexo, houve queda de aproximadamente 30% nos casos de bullying.
A medida tem apoio entre os educadores. Ao todo, 82% dos professores afirmaram concordar com a proibição.
Resistência à proibição
No início da vigência da lei, a adaptação foi desafiadora, segundo o estudo. O levantamento aponta que 62% dos alunos tentaram ou chegaram a usar o celular nas primeiras semanas.
A resistência foi maior em escolas que não realizaram ações de comunicação prévias com alunos e famílias. A maior parte das instituições limitou-se a enviar comunicados aos responsáveis.
Apenas 33% promoveram atividades nos intervalos, 30% substituíram o uso do celular por outras tecnologias — como aulas digitais — e 30% realizaram palestras explicativas.
Nas escolas que adotaram atividades alternativas, a maior parte das iniciativas se concentrou nos intervalos, com jogos, atividades esportivas e brincadeiras.
A falta de estratégias de conscientização e engajamento inicial demandou maior esforço de fiscalização, especialmente nas primeiras semanas de implementação.
O estudo também aponta que a principal fonte de resistência não foram os estudantes, mas os responsáveis. Parte dos pais continuou tentando se comunicar com os filhos durante o horário escolar e questionou a restrição.
Em alguns casos, afirmaram que o celular poderia ser liberado nos períodos livres. Para os entrevistados, a colaboração das famílias é decisiva para o cumprimento da norma.
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