IBGE revela que empresas em Alagoas pagam menor salário do país
Dados foram divulgados nesta quinta-feira (13)
Em 2023, o número de unidades locais (empresas e outras organizações) em Alagoas chegou a 85.715, um crescimento de 6,6% em relação ao ano anterior (80.404). Os dados fazem parte das estatísticas do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), divulgados nesta quinta-feira (13) pelo IBGE. Apesar do aumento no número de trabalhadores, o salário médio mensal pago no estado caiu de R$ 2.743,72 para R$ 2.637,58 no período – o menor valor entre todas as unidades da Federação do país.
As unidades locais ocupavam 699.579 pessoas no estado em 31 de dezembro de 2023. Desse total, 606.160 (86,6%) eram assalariadas, que representa um crescimento de 8,1% em relação a 2022 (560.616).
O valor referente a 2022 foi atualizado pela inflação para permitir comparação em termos reais. O Distrito Federal liderava o ranking nesse quesito, com salário médio mensal de R$ 5.888,77.
Dados do Brasil
Em 2023, havia 10 milhões de empresas e outras organizações formais ativas no país, um crescimento de 6,3% em relação a 2022. Elas ocupavam 66 milhões de pessoas em 31 de dezembro de 2023.
Do total de pessoas ocupadas, 52,6 milhões (79,8%) eram assalariadas. A média salarial foi de R$ 3.745,45, um aumento de 2% em relação a 2022.
Vale ressaltar que, no levantamento, “empresa” corresponde ao CNPJ principal, que representa a organização produtiva como um todo e é usada para apresentar os números agregados do Brasil.
Já a “unidade local” é o estabelecimento onde a atividade econômica acontece. Uma mesma empresa pode ter diferentes unidades locais distribuídas em vários municípios. Por isso, para refletir a realidade de Alagoas, são utilizados os dados de unidades locais, que mostram onde o emprego e a renda são efetivamente gerados.
Unidades locais em Alagoas
Das 85.715 mil unidades locais em Alagoas, o comércio liderava com 29,7 mil, sendo 22,6 mil apenas do comércio varejista. Outras áreas com grande presença de estabelecimentos são serviços, com destaque para outras atividades de serviços (8,3 mil) e atividades administrativas e profissionais.
O setor de alojamento e alimentação reunia 4,9 mil unidades locais, refletindo a importância do turismo na economia estadual. Já a indústria de transformação contabilizava 3,7 mil estabelecimentos, enquanto saúde e educação somavam, respectivamente, 4,5 mil e 4,6 mil unidades locais, indicando a relevância dos serviços públicos e privados relacionados ao cuidado e à formação da população.
Mais sobre a pesquisa
O CEMPRE reúne informações cadastrais e econômicas das empresas e outras organizações presentes no território nacional, inscritas no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica, da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, e de suas respectivas unidades locais. A atualização do CEMPRE é realizada, anualmente, a partir das informações provenientes do IBGE, da Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil e do Ministério do Trabalho e Emprego.
Na atual publicação, constam informações das organizações formais ativas no país, como número total de empresas e outras organizações; pessoal ocupado total; pessoal ocupado assalariado; salários e outras remunerações; e salário médio mensal em 2023.
As informações são apresentadas segundo a atividade econômica, de acordo com a Classificação Nacional de Atividades Econômicas - CNAE 2.0; a natureza jurídica; o porte, por faixas de pessoal ocupado assalariado; e a distribuição geográfica, destacando-se, ainda, a participação do pessoal ocupado assalariado por sexo e nível de escolaridade. Veja todas as informações da publicação na Agência de Notícias do IBGE.
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