Após cinco quedas consecutivas, sindicalização volta a crescer em Alagoas
A cada dez trabalhadores por conta própria, nove atuam sem registro
A sindicalização voltou a crescer em Alagoas pela primeira vez desde 2016, interrompendo um ciclo de cinco quedas consecutivas entre os anos disponíveis da série. Essa é uma das informações do módulo “Características adicionais do mercado de trabalho 2024”, divulgadas nesta quarta (19) pelo IBGE.
Em 2024, 6,8% das pessoas ocupadas no estado estavam associadas a sindicato, ante 5,5% em 2023 – uma alta de 1,3 ponto percentual, a maior em quase uma década.
A última vez em que Alagoas havia registrado aumento na sindicalização foi em 2016, quando o percentual era de 9,4%. A partir daí, todos os anos com informação disponível apresentaram recuo.
Apesar da recuperação em 2024, Alagoas continua com a menor taxa de sindicalização do Nordeste, empatado com Sergipe. O estado permanece abaixo da média regional, que ficou em 9,3%, e dá nacional, que registrou 8,9%.
O ranking nordestino ano passado mostra que Piauí (13,9%), Maranhão (11,7%) e Rio Grande do Norte (10,0%) lideraram a região; Bahia (9,9%) e Paraíba (9,3%) ficaram acima da média nacional; Ceará (8,8%) e Pernambuco (7,0%) apresentaram resultados acima da média alagoana; e Alagoas (6,8%) e Sergipe (6,8%) ocuparam o final da lista.
A alta em Alagoas foi mais intensa que a variação registrada no Brasil e no Nordeste entre 2023 e 2024. Enquanto Alagoas subiu 1,3 p.p., o Brasil subiu 0,5 p.p., e o Nordeste recuou 0,2 p.p.
O top 5 do Brasil dos estados com mais sindicalização apresenta Piauí (13,9%), Rio Grande do Sul (12,6%), Maranhão (11,7%), Distrito Federal (11,5%) e São Paulo (10,8%).
Trabalhadores por conta própria
Entre os empregadores e trabalhadores por conta própria de Alagoas, 18,3% estavam em empreendimentos com CNPJ em 2024, queda de 3,1 pontos percentuais em relação a 2023, quando o indicador era de 21,4%.
Ano passado, a cobertura de CNPJ entre os trabalhadores por conta própria no estado foi de apenas 11,8% (contra 14,8% de 2023). Entre empregadores, o percentual foi de 67,6%.
Os percentuais são inferiores aos verificados no país e no Nordeste, reforçando a baixa formalização do empreendedorismo local. A cada 10 trabalhadores por conta própria em Alagoas, quase 9 atuam sem registro empresarial.
Mais ocupados com baixa instrução
Em relação à escolaridade, Alagoas tem mais ocupados com baixa instrução e menos com superior completo. A proporção de ocupados sem instrução ou fundamental incompleto passou de 26,5% em 2023 para 29,0% em 2024 (alta de 2,5 p.p.).
Já a fatia com superior completo entre os ocupados caiu ligeiramente, de 18,7% em 2023 para 18,2% em 2024 (queda de 0,5 p.p.).
A distribuição por setor de atividade no trabalho principal reforça as características estruturais do mercado de trabalho alagoano. Ano passado, por exemplo, 24,5% dos ocupados estavam na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais; 20,3% trabalhavam no comércio e reparação de veículos; 10,4% atuavam na agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura.
Predomínio de empresas de pequeno porte
Entre empregados do setor privado, setor público e trabalhadores domésticos, a pesquisa mostrou ainda o tamanho dos empreendimentos nos quais esses profissionais trabalhavam no ano passado.
Em Alagoas, a maioria dos assalariados estava em empreendimentos de 1 a 5 pessoas, com 53,9% (queda de 1,1 p.p. em relação a 2023). Já o grupo que trabalhava em empresas com 51 ou mais pessoas passou de 23,7% em 2023 para 24,6% em 2024 (alta de 0,9 p.p.).
Em Maceió, o perfil é mais metropolitano: a proporção de assalariados em empreendimentos de 1 a 5 pessoas era de 45,8% em 2023 e 45,5% em 2024, bem abaixo do total de Alagoas (53,9% em 2024). Já a fatia em empresas com 51 ou mais pessoas subiu de 29,8% em 2023 para 32,1% em 2024 (alta de 2,3 p.p.).
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