Cibele Moura defende "naming rights" em estádios, para atrair investimentos sem custos para o Estado
A parlamentar destacou o potencial de grandes marcas alagoanas para fortalecer o esporte e a infraestrutura pública
A deputada estadual Cibele Moura voltou a defender, por meio das redes sociais, o uso de naming rights em estádios e equipamentos públicos de Alagoas como estratégia para modernizar os espaços e ampliar os investimentos privados no estado. Em publicação no Instagram, a parlamentar destacou o potencial de grandes marcas alagoanas para fortalecer o esporte e a infraestrutura pública, sem comprometer recursos governamentais.
“Alagoas tem marcas gigantes que levam nosso nome para o mundo. Por que não vê-las também estampadas no nosso estádio?”, questionou a deputada. Como exemplo, ela citou a possibilidade de empresas apoiarem o Estádio Rei Pelé, o Trapichão, promovendo melhorias estruturais e maior cuidado com o patrimônio público.
Segundo Cibele Moura, a proposta garante que o setor privado invista diretamente nos equipamentos estaduais, enquanto a propriedade dos espaços permanece pública. “Mais investimentos, um estádio moderno e bem cuidado, sem custo extra para o Estado. É o patrimônio continuando do povo alagoano”, reforçou.
A fala da parlamentar está alinhada ao Projeto de Lei nº 1.390/2025, de sua autoria, que autoriza a cessão onerosa do direito de nomeação — os chamados naming rights — para estádios, ginásios, parques, teatros, centros culturais e outros bens públicos estaduais. Recentemente, Cibele apresentou uma emenda ao texto para ampliar as formas de contrapartida das empresas interessadas.
Com a modificação, além do pagamento financeiro, as parcerias poderão incluir obras, melhorias, ações sociais e atividades de interesse coletivo, garantindo investimentos diretos nos espaços públicos. A proposta também prevê incentivos e descontos no valor pago quando houver execução de benfeitorias relevantes para a população.
Para a deputada, trata-se de uma inovação que une desenvolvimento econômico e valorização da identidade alagoana. “É o setor privado investindo no que é nosso, enquanto o patrimônio segue sendo do povo. Inovação com identidade”, afirmou.
O projeto segue em tramitação na Assembleia Legislativa de Alagoas e busca modernizar a gestão dos equipamentos públicos, criando alternativas sustentáveis de financiamento e manutenção dos espaços utilizados pela população.
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