Flávio Dino afirma que ‘virtudes do STF explicam muitos ataques, movidos a vinganças’
Ministro retoma declaração dada em sessão da Primeira Turma e defende atuação do Supremo diante de críticas
O ministro Flávio Dino voltou às redes sociais para defender o Supremo Tribunal Federal e reforçar declaração dada durante sessão da Primeira Turma. Na publicação, ele reiterou avaliação de que a Corte acumula mais acertos do que erros.
“Reitero o que disse ontem na sessão da 1ª Turma do STF, que me cabe presidir. O STF acerta muito mais do que erra. Muito mais mesmo”, escreveu.
E fez uma lista, apontando que bastava “uma análise isenta e técnica que lembre assuntos como emendas parlamentares e orçamento secreto; direitos indígenas; meio ambiente; enfrentamento à pandemia da COVID; defesa da democracia; direitos das mulheres; proteção às crianças e jovens contra crimes na internet; enfrentamento ao armamentismo ilegal, entre outros.”
O comentário retoma fala feita durante julgamento na terça-feira (10) envolvendo deputados do Partido Liberal investigados por suposto desvio de emendas parlamentares. Na ocasião, Dino elogiou apresentações feitas por advogados e mencionou o papel institucional do tribunal.
“Esse Supremo que erra, erra como instituição humana, mas também acerta muito, acerta mais do que erra. As sustentações orais lembraram esse gigantesco acerto do STF, no momento em que há uma espécie de perda de equilíbrio no papel de cada instituição, especialmente em relação ao Supremo, mas não só”, afirmou.
Exemplo com operações no Rio
No texto publicado na internet, o ministro também citou operações recentes no Rio de Janeiro autorizadas pelo colega Alexandre de Moraes: “Cito um exemplo de ontem e anteontem: operações autorizadas pelo STF, por intermédio do ministro Alexandre de Moraes, contra facções criminosas no Rio de Janeiro”.
Dino também comentou críticas direcionadas ao tribunal e apontou interesses por trás de parte dos ataques.
“As virtudes do STF explicam muitos ataques, movidos a vinganças, ódios e interesses. Há muitos, no Estado e no mercado, que querem afastar o foco dos seus próprios crimes e erros”, apontou.
No final da publicação, o ministro defendeu cuidado na análise sobre o papel das instituições. E escreveu que “diagnósticos errados, mesmo que com os melhores propósitos, costumam conduzir a gigantescos desastres”.
“Em meio a críticas justas ao STF, embaralham-se equívocos repetidos à exaustão, como se verdades fossem. Especialmente em momentos confusos, é essencial ter serenidade, moderação e prudência para separar o joio do trigo.”
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