Imóvel de luxo, ingressos para show e viagens: entenda por que Jaques Wagner é alvo da PF
Operação revela suspeitas de benefícios recebidos pelo senador, incluindo imóvel de alto padrão, viagens em aeronave particular e transferências ligadas a empresas associadas ao Banco Master
A Polícia Federal identificou uma série de supostas vantagens indevidas que teriam sido destinadas ao senador Jaques Wagner (PT-BA) em troca de atuação política favorável a interesses do Banco Master. As informações embasaram a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a nova fase da Operação Compliance Zero.
Entre os principais elementos apontados pela investigação estão a aquisição de um apartamento de luxo em Salvador, ingressos para shows da cantora Taylor Swift avaliados em mais de R$ 63 mil, repasses financeiros de R$ 3,5 milhões a uma empresa ligada ao núcleo familiar do parlamentar e viagens realizadas em aeronave particular disponibilizada por um empresário investigado.
Segundo a PF, o imóvel de alto padrão teria sido adquirido por meio de uma empresa abastecida com recursos de fundos vinculados ao Banco Master. As apurações também indicam que familiares do senador teriam sido beneficiados com ingressos para apresentações da cantora norte-americana no Brasil.
Outro ponto considerado relevante pelos investigadores é a transferência de R$ 3,5 milhões para uma empresa ligada à família de Wagner. Mensagens extraídas de aparelhos apreendidos sugerem cobranças de valores e tratativas financeiras entre pessoas próximas ao senador e empresários investigados.
A operação também revelou suspeitas de viagens custeadas por aliados do grupo financeiro, incluindo deslocamentos para uma ilha na Bahia em aeronave particular. Além disso, a PF apreendeu cerca de US$ 49 mil em espécie em um endereço relacionado ao parlamentar.
As investigações buscam esclarecer se Wagner atuou em pautas legislativas de interesse do Banco Master, como propostas envolvendo crédito consignado, mudanças no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e a negociação para aquisição da instituição financeira pelo Banco de Brasília (BRB).
O senador nega irregularidades, afirma não ter relação com o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e sustenta que os valores encontrados têm origem legal, incluindo diárias recebidas em viagens oficiais ao exterior.
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