Rússia começa guerra na Ucrânia; Biden diz que serão aplicadas “maiores sanções da história”
Biden diz que Rússia quer "nova União Soviética", e presidente ucraniano defende que cidadãos usem "armas para defender território"
A Rússia lançou uma invasão total da Ucrânia nesta quinta-feira (24), iniciando uma guerra na região, o que gerou reações de líderes mundiais e, segundo Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, as maiores sanções econômicas já impostas na história.
A invasão ocorre por terra, ar e mar. Diversos mísseis foram disparados. Explosões e sirenes foram ouvidas em diversas cidades, incluindo a capital, Kiev, e em áreas separatistas do leste ucraniano. Autoridades da Ucrânia informaram que há pelo menos 57 mortos e 169 feridos até o momento. Assista ao vivo no vídeo acima a cobertura especial da CNN.
As sanções prometidas pelos EUA e aliados ainda estão em desenvolvimento, mas algumas já foram anunciadas ao longo da quinta-feira.
Falando na Casa Branca na parte da tarde, Joe Biden disse que o governo americano e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) limitariam a capacidade da Rússia de fazer negócios em dólares e outras moedas com o objetivo de impor “custos fortes à Rússia agora e ao longo do tempo”.
Aqui estão algumas delas:
- Limitar a capacidade da Rússia de fazer negócios em dólares, euros, libras e ienes para fazer parte da economia global;
Limitar capacidade de financiar e aumentar as forças armadas russas;
Prejudicar sua capacidade de competir na economia de alta tecnologia do século 21;
Sanções contra bancos russos que juntos detêm cerca de US$ 1 trilhão em ativos.
Biden também avaliou que o presidente russo desejava uma “nova União Soviética”, mas que as “escolhas” dele com esta guerra deixariam “o mundo mais forte”. “Putin é o agressor, Putin começou essa guerra, e ele sofrerá as consequências”, disse.
Na Ucrânia, a população se divide entre se proteger em estações de metrô adaptadas como bunkers e tentar sair da região rumo ao oeste. Longas filas se formaram nas principais avenidas de Kiev. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, convocou a população para defender o país e disse que “cidadãos podem utilizar armas para defender território”.
Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.
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