Bolsonaro sobre preço dos combustíveis: “Vamos recorrer à Justiça”
Presidente não deu detalhes sobre o assunto. Em live, defendeu que Petrobras "tem que ter um papel social" sobre os combustíveis
O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (12/5) que o governo terá de recorrer à Justiça contra o preço dos combustíveis.
O chefe do Executivo federal não entrou em detalhes sobre o assunto. O Metrópoles entrou em contato com o Palácio do Planalto e com a Advocacia-Geral da União (AGU) e aguarda resposta.
Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro disse que “espera fazer mudanças de pessoas” para buscar “diminuir o preço dos combustíveis no Brasil”.
“Deixo bem claro que está previsto em lei, no caso da Petrobras, que ela tem que ter o seu papel social no tocante ao preço de combustíveis. Ninguém quer que a Petrobras tenha prejuízos ou fazer o que a senhora Dilma [Rousseff, ex-presidente] fez lá atrás, interferindo artificialmente no preço da Petrobras. A gente espera, aqui, a redução do preço. Vamos ter que recorrer à Justiça”, disse Bolsonaro durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.
O presidente da República não tem poder direto sobre a Petrobras ou sua política de preços. Cabe ao governo, por exemplo, indicar um nome para o comando da petroleira. Para que uma substituição seja concretizada, porém, a indicação precisa do aval do Conselho de Administração da empresa.
A União é a principal acionista da Petrobras. A participação societária é divida entre o governo federal, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o BNDESPar, empresa do banco que detém participações em outras companhias.
Interferência por “vias legais”
Mais cedo, nesta quinta, o presidente Jair Bolsonaro disse que não haverá interferência na Petrobras, a não ser, segundo ele, “pelas vias legais”.
Antes mesmo de assumir a Presidência da República, Bolsonaro indicou Roberto Castello Branco para comandar a Petrobras. Depois, em fevereiro de 2021, substituiu o então chefe da petroleira pelo general Joaquim Silva e Luna. Neste ano, o militar deixou a estatal após o mandatário do país indicar José Mauro Ferreira Coelho para a presidência da estatal.
Nas duas últimas ocasiões, as trocas foram feitas em meio à alta no preço dos combustíveis.
Nessa quarta-feira (11/5), em meio às cobranças pela alta dos combustíveis, Bolsonaro demitiu Bento Albuquerque do Ministério de Minas e Energia. Adolfo Sachsida foi nomeado como titular da pasta.
Últimas notícias
Deputado Fabio Costa denuncia série de desaparecimentos em São Miguel dos Milagres e cobra respostas
Prefeitura inicia entrega dos carnês do IPTU Premiado 2026 nesta segunda (30)
Mais de 200 kg de alimentos impróprios são apreendidos em supermercado de Maceió
Programa Gigantinhos coloca Maceió como referência nacional em educação infantil
Francisco Sales ganha força e desponta como nome para 2026 em Alagoas
Colisão entre Hilux e motocicleta deixa dois feridos em Teotônio Vilela
Vídeos e noticias mais lidas
Mistério em Arapiraca: saiba quem era o empresário morto a tiros em condomínio
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Cunhado de vereador é encontrado morto a tiros dentro de condomínio em Arapiraca
Subcomandante de unidade da PM de AL é denunciado por agredir a esposa, também policial militar
