Governo estima queda de R$ 1,55 na gasolina e R$ 0,31 no etanol
Cálculo foi feito pelo Ministério de Minas e Energia e leva em consideração as medidas que reduziram tributos dos combustíveis
Com as propostas do Executivo e a decisão do Judiciário relativas à redução dos tributos no preço dos combustíveis no país,o governo federal estima que a gasolina tenha queda de R$ 1,55 por litro, e o etanol, de R$ 0,31, também por litro. O cálculo foi divulgado
nesta quarta-feira (6).
"Estima-se um potencial de redução dos preços dos combustíveis ao
consumidor, com relação aos preços praticados na semana de 19 a 26 de
junho de 2022, de R$ 1,55/litro na gasolina (-21%) e R$ 0,31/litro no
etanol hidratado (-6,3%)", diz o comunicado.
O cálculo foi feito pelo Ministério de Minas e Energia levando em consideração a decisão do ministro André Mendonça,
do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu o governo e derrubou
políticas estaduais de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e
Serviços (ICMS), além da Lei Complementar nº 194/2022, que obrigou os estados a aplicar um teto para derivados de petróleo.
Com a mudança, os itens diesel, gasolina, energia elétrica,
comunicações e transporte público passaram a ser considerados
"essenciais e indispensáveis". Antes da mudança, eram classificados como
"supérfluos", o que permitia que os estados aplicassem alíquotas acima
dos 30% ao valor dos produtos.
Ao menos 19 estados e o Distrito Federal
limitaram a alíquota do ICMS que incide sobre os combustíveis à taxa
máxima de 18%. São eles: Amapá, Amazonas, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas
Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio
Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e
Alagoas.
Apesar de acatarem a determinação, o DF e 11 estados questionam a validade da lei junto ao STF e pedem que a norma seja declarada inconstitucional. A ação é assinada
por Pernambuco, Maranhão, Paraíba, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio
Grande do Sul, Sergipe, Rio Grande do Norte, Alagoas, Ceará e Distrito
Federal. Nenhum estado da região Sudeste assinou o documento.
Na ação, os governadores argumentam que se trata de um
"intervencionismo sem precedentes da União". "O governo federal pretende
resolver a espiral inflacionária. O truque a ser tirado da cartola não é
um coelho, mas uma bomba prestes a explodir no colo de estados, DF e
municípios", afirmam.
Estados e municípios contestam as contas do governo e dizem que as perdas com o pacote estão em R$ 115 bilhões. Desse total, R$ 27 bilhões seriam perda de receita para as prefeituras, segundo a CNM (Confederação Nacional de Municípios).
Últimas notícias
Aparelhos eletrônicos serão proibidos no teste de aptidão da Guarda de Maceió
Desfile cívico celebra 209 anos da emancipação de Alagoas com foco na era digital
Confiança do empresário do comércio de Maceió recua 1,9% em agosto
Alagoas reduz taxa de analfabetismo para 13,1% entre pessoas com 15 anos ou mais
Prefeitura de Maceió abre inscrições para seleção do projeto Musiá
Segurança Cidadã remove estruturas irregulares em três pontos de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Cliente denuncia demora na entrega de carro após pagar quase R$ 110 mil
Jovem de 24 anos é baleado na mão e suspeitos fogem em São Sebastião
Ajustes no texto adiam votação da MP que acaba com a chamada taxa das blusinhas
ASA vence Goiatuba nos pênaltis e garante acesso á Série C
