“Gerson não merecia isso”, diz ex-prefeito de Maribondo acusado na morte de corretor
Julgamento acontece nesta quarta-feira (26), no Fórum de Marechal Deodoro
O julgamento do ex-prefeito de Maribondo, Leopoldo César Amorim Pedrosa, acusado de ser o mandante do assassinato do corretor de imóveis Gerson Gomes Vieira, que acontece nesta quarta-feira (26) no Fórum de Marechal Deodoro, na Região Metropolitana de Maceió, foi marcado por uma série de declarações em que o réu tenta se afastar de qualquer ligação com o crime.
Durante o depoimento, Leopoldo adotou uma postura de negação total e buscou reforçar a imagem de proximidade e confiança com a vítima. “Gerson não merecia isso. Era uma pessoa confiável, um grande ser humano”, afirmou ao júri.
O ex-prefeito disse ainda que considerava Gerson um amigo e que chegou a nomeá-lo gerente de uma de suas franquias. Segundo ele, a relação era de parceria e confiança. “Eu não tinha nada contra o Gerson. Ele era maravilhoso no que fazia. Um amigo”, declarou.
Leopoldo também afirmou que Gerson era seu confidente e que costumava relatar estar sendo ameaçado por um homem identificado como Fernando, que teria disputas no ramo imobiliário. O réu disse ter presenciado ligações que soavam como ameaças enquanto ambos estavam dentro do carro.
Acusações contra a ex-mulher
Em um movimento que chamou atenção no plenário, Leopoldo afirmou que a única pessoa da família que tinha atritos com Gerson seria sua ex-mulher, numa tentativa de afastar de si qualquer motivação para o crime.
Em tom político, Leopoldo se voltou ao promotor e usou o resultado eleitoral da família como prova de sua suposta boa conduta. “Para o senhor ver como sou inocente: depois de tudo isso, a minha mãe foi eleita prefeita de Maribondo com apoio de nove vereadores. Se eu fosse uma pessoa ruim, isso aconteceria?”
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