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Vereadores rebatem críticas recebidas pela sociedade arapiraquense

23/03/2017 10h10
Vereadores rebatem críticas recebidas pela sociedade arapiraquense

Durante a sessão realizada, na noite da última terça-feira (21), na Câmara Municipal de Arapiraca, os vereadores rebatem críticas recebidas pela sociedade que os edis estariam indicando pessoas para o Processo Seletivo Simplificado (PSS), que foi elaborado pela Secretaria Municipal de Educação.

“Essa polêmica é natural. Eu não vi nenhuma irregularidade. Nós chamamos a secretária de Educação, Mônica Pessoa. Foi dirimida todas as dúvidas, como ela bem falou. O PSS já havia passado pelo Ministério Público. Se fosse da opinião da Casa Legislativa, o processo seletivo não teria acontecido, mesmo porque a gente sabia que iria haver um número muito grande de inscrições e isso iria atrasar, além da greve, o início do ano letivo, mas contra fatos não há argumentos. Não vejo irregularidade até o presente momento. O que o povo fala é que o município de Arapiraca tem uma carência muito grande de emprego e o povo tem mania de achar que são os vereadores que colocam. O Willomaks falou muito bem no discurso de ontem à noite. Não tem nada a ver com a gente. O processo é um processo sério, onde as pessoas fizeram as inscrições online”, revelou a presidente da Câmara Municipal, a professora Graça.

A vereadora declarou ser favorável a realização de um concurso público para a educação. “ Sugeri que se fizesse um PSS por três meses e em seguida realizaríamos o concurso público. A maior democracia do mundo no serviço público é o certame para concurso público. Porque o concurso você entra com os seus conhecimentos e acaba com essa história de achar que o político está beneficiando certas pessoas, mas a sociedade tem livre arbítrio para pensar o que quiser. Nós temos a nossa consciência tranquila que não houve nenhuma indicação”, acrescentou.

O vereador Willomaks da Saúde usou a tribuna para rebater as críticas feitas pela sociedade arapiraquense ao PSS da Educação. “A respeito das críticas, nos não podíamos nos manifestar enquanto não saísse os resultados, pois somente depois dos resultados e que devemos avaliar se os critérios estabelecidos no edital foram realmente concretizados. E sinceramente estávamos recebendo críticas que não condiz com a nossa realidade pelo menos quero acreditar que não, pois percebi a insatisfações da maioria dos vereadores a respeito da forma como foi conduzido esse processo seletivo. Todos os vereadores têm o compromisso com a sociedade de Arapiraca”, disse.

Willomaks da Saúde encerrou o discurso que os vereadores não estão falhando e que estão dedicados com o lado social das indicações, propostas e projetos. “Sou a favor de concurso público para que possamos dar oportunidades para todos de forma igual e sem favorecimentos de políticos. Não acho justo que pessoas que se dedicam a sua vida aos estudos sejam penalizadas por questões políticas”, encerrou.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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