Torcida brasileira vaia jogador que pediu silêncio durante futebol para cegos
O silêncio é importante no futebol para cegos, que tem, como estímulo principal, a audição.
Nos minutos finais do jogo entre Brasil e Irã, válido pela última rodada da fase de grupos do futebol de cinco (para cegos), um dos jogadores da equipe visitante ouviu uma sonora vaia da torcida porque pediu silêncio, com o dedo indicador em frente à boca. O gesto não era por maldade, provocação ou qualquer outro tipo de hostilidade.
É que no futebol para cegos o silêncio é necessidade básica. Os atletas se guiam pelo guizo que há dentro da bola e se a torcida fizer muito barulho durante o jogo, os atletas vão ter dificuldades para encontrá-la no gramado. Até em caso de chuva uma partida pode ser suspensa, já que os pingos farão mais barulho que os guizos.
Porém, o famoso sinal de “cala boca” no futebol convencional foi encarado como provocação à torcida. Geralmente, o jogador que põe o dedo indicador em frente aos lábios e direciona o gesto para a arquibancada recebe de volta a fúria do público.
Pois no final de Brasil x Irã, na manhã desta terça-feira, 13, um iraniano queria cobrar uma falta no seu campo de defesa, mas o barulho das arquibancadas o atrapalhava. A torcida já estava lá satisfeita com o andamento da partida.
O Irã só se defendia e, frequentemente, alguns de seus jogadores jogavam-se ao chão alegando contusão, quando parecia mais catimba para segurar o empate contra o poderoso Brasil, atual tricampeão paraolímpico, invicto na Rio-2016.
Quando o iraniano fez o sinal de silêncio, o público não perdoou. Vaiou com força. Durou alguns segundos, até que o sistema de som fez o favor de ajudar o atleta: “Silêncio, por favor”. Foi aí que a torcida se tocou que não se tratava de provocação, e calou-se.
O jogo terminou 0 a 0. O Brasil, que jogou com time misto, avançou em primeiro no grupo, com duas vitórias e um empate.
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