Em nota, Vale Verde nega que causou prejuízo à população de Craíbas
Após os protestos dos moradores dos sítios Lage e Pau Ferro, em Craíbas, contra uma obra da Mineração Vele Verde, que fechou estradas vicinais que dão acesso às comunidades, a empresa divulgou na tarde desta terça-feira (11) uma nota onde negou que esteja “atuando em prejuízo à população local e assegura que todas as ações em execução, já tinham sido apresentadas em audiências públicas”.
Ainda de acordo com a nota, a MVV afirma que na próxima sexta-feira (14) será realizada uma reunião para receber representantes dos manifestantes para mostrar a legalidade da mineradora. “De acordo com a empresa, as áreas questionadas por parte dos moradores, a maioria deles pertencente a uma mesma família, liderada na ocasião da manifestação por Zé Moço, foram adquiridas pela MVV, para a construção do empreendimento. E, para garantir a livre locomoção da população, a empresa já abriu e segue criando vários acessos e com sinalização”, informou a nota.
A empresa informou que as mudanças foram apresentadas às comunidades da região durante audiências públicas realizadas em 2012 e todas consentiram com as mudanças. Sobre os danos à obra feitos pelos moradores, a Mineração informou que “repudia e deve cobrar judicialmente por todos os atos de vandalismo, como os que já ocorreram com a destruição de cercas na área destinada à construção da barragem”.
Confira a nota na íntegra
Diante dos fatos ocorridos na manhã desta terça-feira, 11, quando moradores da comunidade de Pau Ferro, na zona rural de Craíbas, promoveram protesto e acusaram a Mineração Vale Verde (MVV) de fechar estradas vicinais na região, a direção da empresa nega que esteja atuando em prejuízo à população local e assegura que todas as ações em execução, já tinham sido apresentadas em audiências públicas e encontros comunitários. Inclusive, na próxima sexta-feira, 14, haverá nova reunião para receber representantes dos manifestantes e mostrar a legalidade da atuação da mineradora.
De acordo com a empresa, as áreas questionadas por parte dos moradores, a maioria deles pertencente a uma mesma família, liderada na ocasião da manifestação por Zé Moço, foram adquiridas pela MVV, para a construção do empreendimento. E, para garantir a livre locomoção da população, a empresa já abriu e segue criando vários acessos e com sinalização.
Para reforçar a correta atuação do empreendimento na região, a direção lembra ainda que a área de implantação da empresa, vem sendo apresentada às comunidades de forma direta desde 2008. Em agosto de 2012, nos dias 15 e 16, também foram realizadas duas audiências públicas na sede da empresa, ocasiões nas quais apresentaram todas as explicações sobre o investimento destinado à extração de cobre e as áreas que seriam afetadas
Após estes trâmites, também foi criada comissão com representantes de 12 comunidades do entorno da empresa, que definiram e aprovaram as diretrizes de relocação. Por isso, a MVV repudia e deve cobrar judicialmente por todos os atos de vandalismo, como os que já ocorreram com a destruição de cercas na área destinada à construção da barragem.
A MVV reforça ainda que é uma empresa parceira e que veio para ficar e crescer junto com a comunidade local. O empreendimento trará mais benefícios com a geração de empregos diretos e indiretos e com o desenvolvimento da cidade através do pagamento de royalties e tributos.
E, antes mesmo de entrar em operação, a Mineração Vale Verde já promoveu mais de uma dezena de cursos profissionalizantes para moradores de Craíbas e Arapiraca; criou espaço público onde está instalado o santuário de Nossa Senhora da Piedade, na própria comunidade de Pau Ferro e atualmente constrói mais duas salas de aula na escola desta mesma localidade, entre outras ações, a exemplo do projeto de revitalização da concatedral de Nossa Senhora do Bom Conselho, em Arapiraca.
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