Controle de pragas em hortaliças é fortalecido no Agreste de Alagoas
As nove cidades que integram o Arranjo Produtivo Local (APL) de Horticultura do Agreste agora podem monitorar a praga de lagartas Helicoverpa armigera. Os municípios receberam armadilhas de monitoramento que serão instaladas e fiscalizadas por técnicos da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária de Alagoas (Adeal), da Emater e das prefeituras.
No total, 38 ferramentas para monitoramento foram disponibilizadas para as cidades. Taquarana, Coité do Nóia, Junqueiro e Lagoa da Canoa receberam cinco cada uma. Arapiraca, Limoeiro de Anadia, Palmeira dos Índios e São Sebastião ganharam quatro por cidade. Já o município de Feira Grande ficou com duas ferramentas. A instalação dos equipamentos já começou e terá continuidade nas próximas semanas.
A distribuição dessas armadilhas, adquiridas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), aconteceu após a realização de uma capacitação sobre a Helicoverpa.
O gestor do APL de Horticultura do Agreste, Humberto Sant’Anna, participou da distribuição e pôde entender mais sobre a praga, reconhecer o ataque, a melhor forma de prevenir e conhecer o panorama atual em Alagoas.
“O APL vem acompanhando todas as discussões a respeito da praga e levando informações aos produtores atingidos. Toda essa ação tem muita importância devido ao impacto negativo sobre o cultivo das hortaliças, os agricultores já tiveram grandes prejuízos com o avanço da Helicoverpa”, expõe Sant’Anna.
Situação em Alagoas – No Estado, a praga ataca mais de 180 espécies cultivadas, 60 delas de interesse econômico. No Agreste alagoano, área onde está localizado o APL de Horticultura, as culturas atingidas inicialmente foram feijão, amendoim, pimentão e quiabo. Em 27 de março deste ano, o governo federal declarou estado de emergência fitossanitária em Alagoas, em função do risco de surto da Helicoverpa.
O decreto tem duração de um ano e foi publicado em resposta a uma solicitação do Governo de Alagoas. O estado de emergência possibilita aos produtores importar e usar defensivos agrícolas à base do princípio ativo benzoato de emamectina, ainda não registrados no país, desde que sigam regras determinadas pelo governo, conforme portaria de 15 de janeiro de 2014.
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