Governo Dilma provocou as maiores perdas no setor da cana
A broca-da-cana (Diatrea saccharalis) ainda é considerada a principal praga dos canaviais. Seu efeito é arrasador, estimativas apontam que, com 1% de índice de infestação de broca, o rendimento de açúcar será de 3,63 kg menor por tonelada de cana e o de etanol, 1,91 litros. Se aplicados em uma usina cuja moagem é de dois milhões de toneladas de cana por safra, esses valores chegam a dizimar 7.260.000 kg de açúcar e 3.820.000 litros de etanol por ciclo.
Se a broca é uma velha conhecida, o Sphenophorus levis (bicudo-da-cana) se apresentou recentemente, mas já provoca grandes estragos, podendo devorar cerca de 30 toneladas de cana por hectare, e se o grau de infestação for intenso o canavial pode ser renovado no segundo corte.
Mas nenhuma dessas pragas tem sido tão devastadora quanto o governo Dilma Rousseff e sua falta de políticas públicas para o setor. Em quatro anos, 44 usinas fecharam as portas no Brasil, 24 unidades só em São Paulo, provocando mais de 35 mil demissões. Para muitos, Dilma é considerada a pior praga da cana e em uma alusão a praga Diatrea saccharalis ganhou a denominação de Dilmatrea peteralis
Sertãozinho, no interior paulista, é o maior polo de tecnologia canavieira do mundo, com mais de 600 empresas fornecedores de produtos e serviços para o setor sucroenergético. Na época das vagas gordas da cana, a economia de Sertãozinho bomba e o município lidera índices nacionais de geração de emprego.
Mas, por causa da crise nas usinas de cana-de-açúcar, o desemprego passou a dominar o cenário sertanezino. Das 24 unidades fechadas no interior paulista nos últimos quatro anos, cinco foram na região de Sertãozinho. Além disso, as empresas não têm demanda, pois as usinas não estão investindo em novos projetos, ampliação ou renovação do parque industrial.
Até mesmo serviços básicos estão sendo postergados. Nesta época do ano, as metalúrgicas de Sertãozinho deveriam começar as contratações para o trabalho de manutenção das usinas durante a entressafra da cana, mas este ano, não é isso que está acontecendo. No primeiro semestre, a indústria fechou mais de mil postos de trabalho. O movimento no comércio também caiu e a queda das vendas também é seguida de demissões.
São Paulo é responsável por 60% da cana produzida no país, assim, é natural que sinta com maior intensidade os efeitos da crise, mas, o cenário de quebra domina o setor como um todo, em Minas Gerais, por exemplo, este ano mais duas usinas encerram a atividade, aumentando para oito o número total de empresas que deixaram de esmagar cana-de-açúcar nas últimas cinco safras mineiras. Estima-se que foram perdidos nesse período 8 mil empregos diretos. A quebra na capacidade de produção é estimada em 7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.
A atual política do governo federal, que beneficia a gasolina e prejudica o mercado do etanol, é a principal causa atribuída para esse quadro de encolhimento do setor. E, se essa política não mudar, a cana vai minguar ainda mais.
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