Tecnologia japonesa será implantada em Arapiraca para a pesquisa do câncer
Oito médicos da Universidade de Tóquio desembarcam em Arapiraca, no início da tarde desta sexta-feira (16), para avaliação dos primeiros trabalhos que estão sendo desenvolvidos, como parte do projeto-piloto para pesquisa de um método que previne em 90% os casos de câncer no intestino.
O trabalho é pioneiro no Brasil e América Latina, com a doação de equipamentos que fazem exames de sangue oculto nas fezes das pessoas.
O município de Arapiraca foi escolhido pela Universidade de Tóquio (Tokyo Medical and Dental University (TMDU) e governo do Japão, para participar de um grupo de estudos para a prevenção do câncer do intestino no Brasil.
O país é o segundo da América Latina, inserido no estudo, que já é feito no Chile. Em novembro do ano passado, o município de Arapiraca foi contemplado com a chegada de modernos equipamentos de fabricação japonesa que ajudam a prevenir os casos de câncer no intestino.
Os equipamentos estão instalados na Clínica Santa Fé, localizada na Rua Esperidião Rodrigues, no centro da cidade de Arapiraca. De acordo com o médico-gastroenterologista Herbert Toledo, o estudo está sendo realizado apenas em quatro pontos do país: a Universidade de São Paulo (USP) e as cidades de Arapiraca, Porto Alegre e Brasília.
O objetivo do consórcio com o governo japonês e a Universidade de Tóquio é comparar a eficiência dos dois tipos de exame (sangue oculto e colonoscopia) até a conclusão da pesquisa no final deste ano.Além disso, a iniciativa também mostra a viabilidade da pesquisa de sangue oculto nas fezes, que é um procedimento mais eficiente e indolor para o paciente.
O médico Herbert Toledo revela que o novo método japonês, com a pesquisa de sangue oculto nas fezes, é um exame barato, rápido e eficiente para selecionar os pacientes que devem ser encaminhados para o tratamento mais apropriado, aumentando consideravelmente as chances de cura em caso de detecção de câncer no intestino.
Segundo o médico, estudos mais atualizados mostram que o câncer colorretal atinge indivíduos a partir dos 50 anos de idade.
“Num universo de dez mil pessoas, mais de quinhentas podem apresentar lesões ou verrugas que evoluem para o surgimento do câncer”, explica Herbert Toledo, frisando que a utilização do equipamento para exame de sangue oculto nas fezes ajuda a detectar o início dessas pequenas lesões.
Rede municipal de saúde
Toledo esclareceu que a prefeita Célia Rocha (PTB) já habilitou a rede municipal de saúde de Arapiraca para fazer parte do projeto.Já foram iniciadas oficinas de trabalho com médicos, enfermeiros, agentes de saúde e assistentes sociais.
O projeto vai atender gratuitamente, mais de três mil pessoas em Arapiraca, sobretudo homens e mulheres com idade entre 50 a 75 anos e que sejam usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) no município e região.
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