Seplag divulga estimativa do PIB alagoano para o primeiro trimestre de 2015
Após analisar e realizar levantamentos econômicos sobre Alagoas, a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) apresenta, nesta sexta-feira (7), os dados que compõem a Estimativa Trimestral do Produto Interno Bruto (PIB) alagoano para o primeiro trimestre de 2015.
Em conformidade com o panorama atual da economia brasileira, que apresentou recuo de 1,6% na estimativa do PIB para o primeiro trimestre de 2015, na comparação com igual período do ano anterior, a estimativa de Alagoas teve uma queda de 2,2%.
O índice acompanha o crescimento real da economia do Estado, por meio da evolução física de seus principais setores de atividade: Agropecuária, Indústria e Serviços.
De acordo com o economista e diretor de Estatística e Indicadores da Seplag, Roberson Leite, a queda nos números alagoanos deu-se, principalmente, devido à conjuntura econômica nacional desfavorável.
“O cenário atual está marcado pela elevação da inflação, crise de recursos hídricos, ajuste fiscal e o aumento dos juros. Isso, é claro, acaba encarecendo o crédito. Por este motivo, é certo dizer que a economia alagoana, assim como a de outras regiões, acabou sendo atingida”, explica.
Segundo os dados, o Valor Adicionado (VA) para a agropecuária alagoana, que compreende o valor gerado com a atividade produtiva tendo subtraído o consumo intermediário, registrou uma diminuição de 23,9%.
“Como houve uma redução relativa dos abates de bovinos e de aves nesse período, com quedas de 24,18% e 7,05%, respectivamente, a taxa pode ser melhor compreendida. Outro fator que influenciou para que essa redução no VA agropecuário acontecesse foi a seca no Estado, ocorrida entre o fim de 2013 e 2014. Com a estiagem, houve o aumento dos custos da produção e, consequentemente, se demandou mais tempo para a reposição dos animais destinados ao abate”, salienta o economista Everton Coelho.
Ainda conforme o estudo, devido ao baixo desempenho da construção civil, que reduziu as atividades em 5,2%; da extração mineral (-16,9%); e dos Serviços Industriais de Utilidade Pública (2,9%), o valor adicionado da indústria alagoana decresceu 2,6%.
Dentre outros fatores, a diminuição do ritmo das obras do Programa de Aceleração do Crescimento colaborou para a redução da atividade da indústria da construção civil, assim como a retração na exploração de gás natural e a queda no consumo industrial de energia elétrica. Por outro lado, o crescimento de 1,2% da indústria de transformação, suavizou o recuo no setor industrial.
“Apesar dos dados, é preciso entender, no entanto, que a indústria de transformação cresceu 1,2%, contribuindo para suavizar a queda do setor industrial.”, explica o superintendente da Superintendência da Informação e do Conhecimento, Thiago Ávila.
Em relação aos Serviços, o aumento gradual da taxa básica de juros (Selic), somado ao contexto de inflação, atingiu o setor, fazendo com que o VA desse segmento fosse reduzido em 1,3% no primeiro trimestre de 2015, quando comparado ao período correspondente do ano passado.
Os dados completos da pesquisa, bem como outras informações acerca de índices sociais e econômicos alagoanos, encontram-se disponíveis para consulta no site www.dados.al.gov.br. Para acessar a estimativa na integra, clique aqui.
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