Primeira criança com cardiopatia reumática é operada pelo Sistema Único de Saúde
O coração de Daniela da Silva, de 13 anos, começou a ficar com batimentos tão acelerados que causavam dores e, para dormir, era necessário usar travesseiros que melhor acomodassem a criança. Mas, após convênio firmado entre a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e o Hospital do Coração de Alagoas (HCor), Daniela foi a primeira criança operada em Alagoas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e já pode ter uma boa noite de sono.
Tudo começou em janeiro, quando Daniela começou a sentir o desconforto no coração, agravado com a febre reumática, uma doença inflamatória que se desenvolve após infecção anterior provocada pela bactéria do estreptococo. “Era muito ruim. Chorava muito”, lembrou a criança, durante visita da secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirska, e seu chefe de Gabinete, Marcelo Santana.
“Você sabe o que o médico fez?”, perguntou a secretária. “Ele consertou minha válvula”, respondeu Daniela. O que de fato Daniela teve foi uma cardiopatia reumática adquirida, que é uma possível complicação da febre reumática, em que o dano é feito contra as válvulas do coração. Essa doença afeta os tecidos conectivos do corpo, causa inflamação particularmente nas articulações e coração.
“Nós fomos ao posto de saúde de Atalaia [cidade que Daniela vive] e no exame o médico percebeu que havia algo errado. Depois viemos a um cardiologista no PAM Salgadinho e ele fez o encaminhamento. Mas não encontrávamos atendimento. Até que conseguimos o serviço pelo SUS através desse convênio da Sesau com o Hospital do Coração”, relatou a mãe da criança, Maria Francisca da Silva.
Para o diretor-médico do HCor, Ricardo César, o serviço representa o primeiro momento do projeto de estruturação da cardiopediatria no Estado. Com o convênio, além de consultas especializadas, as crianças alagoanas já podem contar com exames de ecocardiograma e cateterismo cardíaco.
“A finalidade é estruturar o fluxo para o suporte das crianças cardiopatas no Estado”, informou a secretária. Para isso, o projeto inicia com o tratamento ambulatorial por meio de consultas especializadas e vai atender ainda a demanda por cirurgias simples.
No caso de Daniela, se a cirurgia não fosse feita, a pressão sobre o coração poderia causar padrões irregulares e potencialmente perigosos – as chamadas arritmias. Agora, a criança apenas precisará ter acompanhamento do cardiologista.
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