Cana produzida em AL põe o Brasil na vanguarda dos biocombustíveis
A experiência bem-sucedida de Alagoas, a partir de sua histórica vocação local para a produção canavieira e de seus derivados, pode oferecer uma perspectiva interessante ao Brasil na produção de biocombustíveis. O litoral sul do Estado abriga, atualmente, o que há de mais inovador na indústria canavieira.
Entre a Usina Bioflex1, em São Miguel dos Campos, e a sua Estação Experimental, na Barra de São Miguel, a empresa de biotecnologia industrial GranBio, há quase um ano vem unindo tecnologia de ponta a um modelo de negócios inovador para produzir o etanol celulósico, ou de segunda geração (2G).
Ele é fabricado a partir dos resíduos dos canaviais, que antes se perdiam ou eram queimados. O diferencial do produto são suas características de energia limpa e economicamente viável, produzida em escala industrial e com sustentabilidade, inclusive econômica. De acordo com as estimativas, a produção deve subir de 20 a 50%, sem a necessidade de novas áreas de plantio.
A GranBio foi nomeada uma das dez empresas mais inovadoras do país em 2015, pela Forbes Brasil e subiu do 9º para o 2º lugar em 2014 no ranking das mais atraentes no ramo da biotecnologia publicado pela Biofuels Digest, dos EUA.
“É a primeira vez que um vegetal vai rivalizar com o Petróleo”, declarou Manoel Carnaúba, vice-presidente de operações da GranBio.
Com isso, Carnaúba aponta que as características bioquímicas e físicas do etanol 2G permitem que ele se torne um substituto eficaz de compostos que são utilizados atualmente na produção itens como os mais diversos tipos de combustíveis, óleos, plásticos, solventes e até cosméticos.
O problema é que o petróleo e demais combustíveis fósseis são fontes de energias não renováveis, em processo de escasseamento e, geralmente, muito poluentes. Esse modelo já não é mais considerado sustentável e trocar de base energética é um desafio global da atualidade.
Os bioetanóis, como o 2G de cana, são uma variedade de biomassa, termo que se refere potencial de produção de energia a partir de um dado ecossistema, por exemplo, um canavial.
Devido as suas características naturais, o Brasil é o país mais competitivo do mundo para esse tipo de matriz energética. Enquanto nos Estados Unidos a produção de cada tonelada de biomassa requer US$100, aqui, o custo cai para US$ 30.
Estruturação
A questão foi explorada em ambas as sedes da GranBio em Alagoas, durante visita oficial do ministro Aldo Rebelo, em companhia do secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Pablo Viana.
As instalações da GranBio aqui contaram com recursos do Finep (agência do MCTI para a inovação), em sua Estação Experimental na Barra e do BNDES, para a Bioflex, em São Miguel dos Campos.
De acordo com Manoel Carnaúba, o Governo de Alagoas também tem sido um parceiro importante. “O Governo já criou um ambiente propício, com uma política de atração de empreendimentos voltados à biotecnologia e a agroindústria uma forma geral, que é bem interessante. Existem alguns pontos a serem aprimorados, como qualificação de pessoal e infraestrutura portuária, mas a base está plantada, e eu diria que já existe um pacote atrativo de suporte para a vinda dessas indústrias”, avaliou.
Aldo Rebelo destacou o Brasil possui familiaridade com atividade voltadas à energias alternativas, tanto na área de pesquisa quanto na produção, geração e conservação delas, adiantando que seu Ministério deverá avaliar em breve as perspectivas de geração de emprego, renda e divisas a partir das indústrias de biomassa.
Para Pablo Viana, o case da GranBio no Estado é um exemplo que se mostra viável não apenas no território alagoano, mas pode se colocar como uma proposta para o país. “Nessa visita, o ministro visualizou um potencial de produção energética que se configura favorável aqui, mas que pode ser escalável para o território brasileiro. Tanto a pasta de C,T&I quanto as demais secretarias do Governo do Estado estão dispostas a ouvir e colaborar com o setor bioenergético”, afirmou o secretário.
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